Bárbara Gimenez e Poliana Mendes
A cultura nordestina é bastante diversificada, uma vez que foi influenciada por indígenas, africanos e europeus. Os costumes e tradições muitas vezes variam de estado para estado.
Tendo sido a primeira
região efetivamente colonizada por portugueses, ainda no século XVI, que aí encontraram as
populações nativas e foram acompanhados por africanos trazidos como escravos, a
cultura nordestina é bastante particular e típica, apesar de extremamente
variada. Sua base é luso-brasileira, com grandes influências africanas, em especial
na costa de Pernambuco à Bahia e no Maranhão, e ameríndias, em
especial no sertão semi-árido
O ARTESANATO
O Nordeste, apresenta
uma grande variedade de produtos artesanais. Além do tipo figurativo, composto
por peças que são verdadeiras obras de arte, há uma enorme quantidade de
produtos utilitários, indispensáveis no dia-a-dia da nossa população.
Pelos principais ramos, o artesanato pernambucano está assim dividido: Cestaria e trançados; bordados e rendas; cerâmica; couro; tecelagem; madeira; metal; tapeçaria.
As peças são: vasos, panelas, jarros, bonecos e outra infinidade de objetos. Um dos maiores centros produtores é o município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, onde está localizado o Alto do Moura, onde são produzidos os famosos bonecos do Mestre Vitalino.
Pelos principais ramos, o artesanato pernambucano está assim dividido: Cestaria e trançados; bordados e rendas; cerâmica; couro; tecelagem; madeira; metal; tapeçaria.
As peças são: vasos, panelas, jarros, bonecos e outra infinidade de objetos. Um dos maiores centros produtores é o município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, onde está localizado o Alto do Moura, onde são produzidos os famosos bonecos do Mestre Vitalino.
RENDA EM FILÉ
Aqui
no Brasil, originariamente o FILÉ teve inicio no estado de Alagoas, onde
tradicionalmente foi aprendido pelas mulheres dos pescadores que, por questão
cultural, não podiam trabalhar fora e encontraram no FILÉ uma nova fonte de
renda. Enquanto os maridos iam com as suas canoas arriscar a vida no mar, na
pesca artesanal, elas permaneciam em casa tecendo o FILÉ em seus teares
confeccionados com madeira retirada dos manguezais
RENDA EM BILROS
Associa-se
a renda de bilros
aos flamengos
da Bélgica e dos Países Baixos, embora seja também executada na Itália, na França, na Inglaterra,
em Portugal e no Nordeste do
Brasil, onde é conhecida como renda do norte, renda
do Ceará ou renda
da terra.
O
seu desenho é executado sobre uma almofada. O rendeiro fixa pequenas cavilhas
na almofada ao longo das linhas do desenho e trabalha com muitos bilros (pequenos fusos
de madeira furados), por onde passam os fios. Quando a renda está pronta, o
rendeiro retira as cavilhas e a renda da almofada.
RENDA RENASCENÇA
RENDA RENASCENÇA
A renda Renascença é
uma técnica têxtil que teve sua origem em Veneza, na Itália, no século XVI, e
foi introduzida no Brasil por freiras europeias. O bordado delicado difundiu-se por aqui pelas mãos das
rendeiras nordestinas, que passam a arte de geração em geração.
No ofício, linha,
agulha e lacê bordam e alinham
toalhas, lençóis, colchas, fronhas e mantas. As rendas Renascença são famosas
pelo estilo de bordado feito exclusivamente à mão, com traços marcantes, em que predominam pontos
exclusivos e entrelaçados delicados. Neste traçado, desenhos concêntricos se
projetam em linhas sinuosas e divergentes. Tradicionalmente feita em tecido
branco, a renda Renascença do Nordeste ganhou versatilidade e passou a ser
feita também nas cores preta, marrom café, laranja e azul marinho.


Nenhum comentário:
Postar um comentário