segunda-feira, 21 de maio de 2012

E bora improvisar... e ler

Jeff Venturi

Nos dias 14 e 16 de maio  (semana passada) saímos um pouco do papel, da apresentação de pesquisas na sala de aula e fomos para o palco dar os pontas pés iniciais da atuação.
Como esperávamos por fazer algo mais corporal! Inicialmente foram divididos grupos e a cada um foi dada determinada cena para ser improvisada no palco. Os próprios integrantes do grupo separam personagens e deram desfecho caso fosse preciso. Foi um exercício bem interessante. Foram escolhidas cena de "O casamento supeitoso" e "A Pena e Lei". Após isso uma improvisação do inicio da peça foi feita, com todos em palco dando soluções ao texto de suassuna.
O objetivo da aula em si foi dar um ponta pé na vontade criativa e no "provar" persoangens. Na quarta-feira foram improvisadas cenas apenas de "A pena e Lei" e o resultado das improvisações foram repetidos, para podermos encontrar um caminho e pensarmos sobre a questão corporal que os personagens terão. Chegamos a conclusão que tínhamos que ousar mais, jogar mais em cena e arrumar soluções relacionadas com a ideia central do texto.
Na sexta-feira iríamos improvisar o Santo e a Porca, mas foi decidido para o bem maior a re-leitura dos três textos, de maneira que lemos "A pena e a lei" e dois atos de "O casamento suspeitoso".
Hoje, segunda-feira, terminamos a leitura do "casamento" e lemos na íntegra "O santo e a porca". Um exercício de imaginação e visualização de Taperoá foi feito e nossas preferências expostas para a Diretora.
Nesse dia 23 teremos mais improvisações para aproveitar e provavelmente até segunda-feira teremos os personagens definidos e o texto adaptado em mãos, sendo que a adaptação ainda poderá sofrer alterações. Ou seja, até agosto, muito trabalho pela frente. Assim que é bom sempre. 

Lisbela e o Prisioneiro

Jeff Venturi

Continuamos pesquisando alguns parâmetros estéticos para a peça e já que como fonte de pesquisa tudo é válido, recordamo-nos do filme "Lisbela e o prisioneiro" que segue uma estética similar ao Auto da compadecida no cinema nacional e que serve de inspiração e fonte para a equipe de atores envolvidas nesse processo de montagem. Já foi postado aqui várias entrevistas de Suassuna e inclusive o filme completo "O auto da compadecida". Abaixo segue o filme completo de Lisbela e o Prisioneiro e também a montagem da rede Globo em 1992 com Claudia Raia e outros. Aproveitem.



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Hora de Fuxicar

Que tal passar o tempo e aprender a fuxicar um pouco? É simples, só requer alguns retalhos de pano, agulha, linha, tesoura e um molde, além de algum tempo livre para relaxar e sentar com alguém para poder fuxicar e fuxicar e fuxicar...

Arte Naïf


De Tarsila do Amaral a Candido Portinari, o Brasil possui grandes destaques no cenário da pintura nacional, seguindo técnicas do expressionismo, cubismo, modernismo, entre outras.
Hoje, o Brasil tem sido destaque também no traço naïf, junto à França, Itália, Haiti e na região da antiga Iugoslávia.
O termo naïf vem do latim e quer dizer nativus, aquilo que é natural. Este movimento artístico é sinônimo de arte ingênua, original, popular, instintiva. A tradução da palavra naïf em francês é ingênuo. No Brasil, este movimento cresceu a partir de 1937, com os pintores Heitor dos Prazeres, Cardosinho e Chico da Silva. Na França, Henri Rousseau é considerado o primeiro dos naïfs modernos.
Destaque atual no Brasil, o artista plástico Gerardo da Silva surpreendeu os franceses com sua arte naïf no ano de 2007, ao expor suas obras em homenagem aos 100 anos do avô, seu grande incentivador, o premiado pintor Chico da Silva, mais significativo representante deste estilo no Brasil. Foi com ele que Gerardo teve seu primeiro contato com a pintura: “Meu avô dizia: vou te dar esta cartolina e esta tela, se você não souber fazer nada vou quebrar estes três pincéis na sua cabeça”.
Desde então, Gerardo não parou de pintar. Recebeu prêmios, como o primeiro lugar na Bienal Naïf do Brasil em 2004, em Piracicaba, e realizou viagens ao exterior expondo seus trabalhos. Tem admiradores inusitados, como o artista americano Silvestre Stalone e o cantor brasileiro Falcão, além de Belchior, Fagner e o pintor Aldemir Martins. Suas obras podem ser admiradas no Centro de Convivência em Campinas, nas feiras realizadas aos finais de semana.
A arte naïf brasileira reflete o país tropical, generoso em sua vegetação e diversidade cultural entre as regiões e o povo que o compõe, fazendo com que ela tenha um lugar de destaque no cenário mundial.
Isto torna as obras muito procuradas, especialmente por estrangeiros, incentivando o aparecimento de imitações. Embora pareça fácil imitar um quadro naïf, principalmente para quem domina técnicas pictóricas, os imitadores acabam se traindo, pela falta da característica da ingenuidade desta arte.
O artista naïf é livre para expor sua criatividade da forma como lhe convenha. Acredita-se que esta técnica foi usada pelos homens das cavernas, que expressavam livremente o que observavam no seu cotidiano, através das pinturas na parede.
O pintor coloca na tela o que sente, sem se preocupar se os traços estão perfeitos, pois não observa padrões eruditos, o que faz com que a obra seja autêntica, natural e fale por si só. Ao olhar para uma tela naïf, tem-se a sensação de entrar em contato com a criança interior que existe em cada um de nós.
O trabalho também se caracteriza pelo autodidatismo e pelo uso de técnicas rudimentares adquiridas de forma empírica, com liberdade de criação e clara ausência de aspectos formais de composição, perspectiva e reprodução real de cores. Para os especialistas no assunto, é uma pintura individual e apresenta criações únicas e originais, transcendendo aquilo que conhecemos como arte popular.
O poder de comunicação direta de uma tela naïf com o público é muito grande e isto se deve tanto à simplicidade pictórica, quanto aos temas recorrentes, como o folclore, a religião, o universo onírico e lúdico. Nas obras dos pintores brasileiros são usadas representações do futebol, carnaval, festas populares, galos, tatus, faisões, crianças empinando pipas, circos, noivas, entre outras.
Trata-se de uma arte predominantemente alegre, rica em cores vibrantes, variada em detalhes devido à riqueza de elementos que retratam nosso país. Nas telas brasileiras encontra-se a vida do nosso povo, expressada por pintores de todas as classes sociais, que usam da criatividade para achar soluções e executar seus trabalhos.






sábado, 12 de maio de 2012

Sistema Stanislawsky

Jeff Venturi

No SENAC - SP, os alunos passam mais de 1 ano e meio estudando matérias pertinentes a àrea de interpretação. Sendo que o "método" abordado é do Russo Konstantin Stanislawsky. Ele escreveu alguns livros sobre seu sistema que é famoso em todo o mundo, e Inclui-se o livro "A preparação do ator". Abaixo há um resumo por capítulos do livro com algumas citações tiradas da obra ou paráfrases e conclusões sobre alguns temas tratados.
Não queremos colocar o sistema que estudamos como regra, o próprio Constantin dita isso, mas para refrescarmos a memória é sempre bom ter algo em mãos. Bom proveito.

A Preparação do Ator
Constantin Stanislavsky

“Ele [o sistema] só tem utilidade quando se transforma numa segunda natureza do ator, quando este deixa de se preocupar com ele e quando seus efeitos começam a aparecer naturalmente em seu trabalho”.


Diretor Tórtsov junto ao seu assistente, Rakhmanov, dá aulas de arte dramática para Gricha Govorkov, Sônia Valiminova, Vânia Viuntsov, Paulo Chustov, Leão Puchcin, Maria Maloletkova, Nicolau Umnovik, Dacha Damcova e o narrador da história Kóstia Nazvanov

Capítulo 1 – A primeira prova

“É difícil despertar a vontade criadora; matá-la é facílimo”.
“O ator deve ser como um soldado e submeter-se a uma disciplina férrea”.

Dicas:
Evitar ansiedade
Ter objetivo em palco quando atuar
Evitar a mecanização de ações
Evitar a o início da criação pelo que é externo e não interno
Evitar Estrelismo
Olhar e escutar o outro em cena

Capítulo 2 – Quando atuar é uma arte

“A melhor coisa que pode acontecer é o ator deixar-se levar pela peça inteiramente”.
“A nossa arte nos ensina, antes de qualquer coisa, a criar conscientemente e certo, pois esse é o melhor meio de abrir caminho para o florescimento do inconsciente, que é a inspiração”.
“Representar verdadeiramente significa estar certo, ser lógico, coerente, pensar, lutar, sentir e agir em uníssono com o papel!”
“Infelizmente, no mundo, o mau gosto é muito mais comum do que o bom gosto”.
“Nunca se permita representar exteriormente algo que você não tenha experimentado intimamente e que nem ao menos lhe interessa”

O capítulo trata do “atuar consciente”, de como é importante a preparação física do ator e como é perigoso a simples imitação ou fixação de movimentos pra definir sentimentos, os carimbos os clichês e estereótipos que se tornam base do trabalho de alguns atores. O capítulo também cita a importância de viver o papel a cada instante que o representamos e em todas as vezes. Tortsóv deixa bem claro como o estrelismo tem que ser banido da vida de um ator.

A ser considerado para estudo de Circunstâncias Dadas podemos citar:


o   Época
o   Tempo
o   País
o   Condições de vida
o   Antecedentes
o   Literatura
o   Psicologia
o   Alma
o   Sistema de vida
o   Posição social
o   Aspectos exteriores
o   Caráter
o   Costumes
o   Modos
o   Movimentos
o   Voz
o   Dicção
o   Entonação


Capítulo 3 – Ação

“A imobilidade exterior de uma pessoa sentada em cena não implica passividade”.
“Muitas vezes a imobilidade física é resultado direto da intensidade interior e são essas atividades íntimas que tem muito mais importância artisticamente”.
“Não atuem de um modo geral, pela ação simplesmente, atuem sempre um objetivo”.
“Todo aquele que deveras é um artista, deseja criar em seu íntimo outra vida, mais profunda, mais interessante do que aquela que realmente o cerca”.
“No início esqueçam seus sentimentos. Quando as condições interiores estiverem preparadas e certas, os sentimentos virão à tona espontaneamente”.
O “se” que cria a possibilidade do mágico, impulsiona a imaginação e estimula o subconsciente.
Nós como atores devemos aprender saber os momentos ideais para dar risada e do que. Termos foco no trabalho é essencial e saber separar o que é o profissional do pessoal é essencial.

Capítulo 4 – Imaginação

A imaginação é essencial para os atores
“[o ator] terá de desenvolver a imaginação, ou então desistir do teatro”.
A minha imaginação tem iniciativa? Será questionável? Desenvolver-se-á espontaneamente? A imaginação tem que ser ativa além de passiva.
O Subtexto: Entender e acreditar no histórico da personagem, imaginando-a.
É necessário fazer-se perguntas a todo instante, criando imagens com a criatividade.
“Até mesmo um tema passivo pode produzir um estímulo interior e incitar-nos à ação”.
“Nossa arte requer que a natureza inteira do ator esteja envolvida, que ele se entregue ao papel, tanto de corpo como de espírito”.
“Se pronunciarem alguma fala ou fizerem alguma coisa mecanicamente, sem compreender plenamente quem são, de onde vieram, por quê, o que querem, para onde vão e que farão quando chegarem lá, estarão representando sem a imaginação”.

Capítulo 5 – Concentração da atenção

“Para fugir do auditório você tem de ficar, interessados em alguma coisa no palco”.
“O ator deve ter um ponto de atenção e esse ponto não deve estar no auditório”.
“Nada de perguntas desnecessárias, o ator deve ser bom de cálculo”.
“Nunca, por um segundo sequer, fiquem sem fazer nada”.
“O talento sem o trabalho nada mais é do que matéria-prima sem acabamento, no estado bruto”.
“O ator deve ser observador não só em cena, mas também na vida real”.
“Sou um artista, preciso de material capaz de tocas minhas emoções”.
Temas como “Solidão em público”, “Círculos de atenção”, “Atenção exterior e interior” e o “Recordar” (que é um trabalho prolongado e sistemático) são levados em conta nesse capítulo.

Capítulo 6 – Descontração dos Músculos

A rigidez muscular interfere com a experiência emocional interior. Nas pessoas nervosas de nossa geração essa tensão muscular é inevitável.
“Nos trechos de grande tensão é ‘particularmente necessário conseguir um libertação muscular total’”.
Esse hábito de relaxamento e descontração muscular deve ser feito dia-a-dia. Estudar ossos e partes do corpo seria interessante para a preparação do ator.
“O ator como a criancinha, tem de aprender tudo desde o começo, a olhar, a andar, a falar, etc. Nós todos sabemos fazer essas coisas na vida comum. Mas infelizmente em nossa grande maioria, fazemo-las mal. Um motivo é que qualquer defeito surge muito mais perceptível sob a plana luz da ribalta e outro é que o palco exerce uma influência no estado geral do ator”.

Capítulo 7 -  Unidades e Objetivos

“É tão impossível reduzir a uma só bocada um peru inteiro, quanto uma peça de cinco atos”.
“Quanto mais seco ficar o papel, mais ‘molho’ será necessário”.
“Lembrem-se que a divisão é provisória, nem o papel e nem peça podem ficar em pedaços”.
“Não decomponham uma peça mais do que o necessário, não usem detalhes como guia. Criem um canal delineado com divisões amplas, que tenham sido minuciosamente elaboradas e preenchidas até o último detalhe.”
Só na preparação do papel que usamos essas tais divisões de unidades.
Sempre repassar os pontos principais e se perguntar o que é essencial na peça?
 “O erro cometido pela maioria dos atores é o fato de pensar nos resultados, em vez de apenas na ação que deve preparar”.


Objetivos devem ser:

o   Dirigidos aos atores e não espectadores

o   Pessoais e Análogos aos da personagem

o   Artístico, verdadeiro, real, vivo e Humano.

o   Ser atraente, comovente e claro.

Às unidades é importante darmos nomes, esses com emprego de verbo de ação (querer, por exemplo)

Capítulo 8 – Fé e Sentimento de Verdade

“Há a verdade cênica, que é verdadeira, mas que tem a origem no plano de ficção imaginativa e artística”.
O sentimento é importante. Verdade no teatro é verdade cênica: “A verdade em cena é tudo aquilo em que podemos crer com sinceridade, tanto em nós mesmos como em nossos colegas”.
O processo de buscar começar pelo interior é chamado: “justificativa do papel”.
"Precisamos de verdade no teatro, até o ponto que podemos acreditar nela”.
“Procurem a falsidade ‘apenas até o ponto em que isto os ajude a encontrar a verdade’”.
“Os jovens, tão impacientes, procuram agarrar de uma vez toda a verdade interior de uma peça ou de um papel e acreditar nela”.
“A linha lógica de ações físicas não deve ser interrompida nem em cena, nem nos bastidores.”
“Cheguem à parte trágica do papel sem estremeções dos nervos, sem sufocações, nem violências e, sobretudo, não o façam de repente. Encaminhem-se para o que é gradual e lógico”,

Capítulo 9 – Memória das emoções

“Embora os nossos sentidos do olfato, paladar e tato, sejam úteis, e até mesmo importantes algumas vezes, o seu papel em nossa arte é simplesmente auxiliar, e tem por objetivos influenciar nossa memória das emoções”.
“O tempo é um esplêndido filtro para os nossos sentimentos evocados Além disso, é um grande artista. Ele não só purifica, mas também tresmuda em poesia até mesmo as lembranças dolorosamente realistas.”
“Dirija seus esforços no sentido de criar uma inspiração nova e fresca para o dia de hoje.”
Temos a semente de todos os sentimentos em nós.
O ambiente exerce grande influencia em nossos sentimentos.
O cenário tem a função de atrair a atenção do ator para o palco, fazê-lo mais concentrado e evocar e facilitar o despertar dos sentimentos do ator em cena.

Importante para que o ator construa uma personagem:

o   Criar condições para uso correto dos sentimentos

o   Unidades

o   Círculos de Atenção

o   Crença na ação física

o   Subtexto

o   Condições impostas (teatro, iluminação, etc.)


Capítulo 10 – Comunhão

“se os atores deveram querem prender a atenção de uma plateia, devem fazer todo o esforço possível, para manter, uns com os outros, uma incessante troca de sentimentos, pensamentos e ações”.
“O ator não deve ser mutilado, deve ter todos os seus órgãos”.
A energia do ator se expande e é compartilhada em forma de raios e irradiação.

Capítulo 11 – Adaptação

“Vocês devem aprender a se adaptarem às circunstâncias”
O fator da imprevisibilidade: “O elemento surpresa é tão curioso e eficaz que a gente se persuade de que essa nova forma é única interpretação possível para aquele trecho”

Capítulo 12 – Forças Motivas interiores

O ator deve sempre estar apto a fazer novas suposições quando fatigado de alguma cena ou peça.
As três forças motivas interiores: A mente, Os sentimentos e a Vontade.

Capítulo 13 – A linha contínua

O papel deve ter uma linha contínua
Quando dado o papel o ator deve sondar a alma do papel
“A atenção do ator está constantemente passando de um objetivo para outro. È essa constante mudança de focos que constitui a linha contínua, se um ator se apegasse a um objeto só, durante todo um ator ou uma peça, ele seria espiritualmente desequilibrado, vitima de uma ideia fixa”.

Capítulo 14 – O Estado interior de criação

O trabalho teatro em público sugere a verdade artística (desejável), mas geralmente vem da evitável artificialidade teatral.
A maioria dos atores lembra-se apenas da caracterização externa da personagem antes de subir aos palcos, por que não podem também preparar o interior antes das apresentações tal como fazem com o corpo?
Antes de subir em cena vale a pena perguntar-se sobre a segurança em determinados trechos, se sente ou não sentimento em determinadas ações, se é necessária alguma adaptação de algum detalhe imaginativo.

Salvini disse: “O ator vive, chora e ri em cena e, o tempo todo, está vigiando suas próprias lágrimas e sorrisos. É esta dupla função, este equilíbrio entre a vida  e a atuação que faz sua arte”

Capítulo 15 – O Superobjetivo

O tema principal deve estar firmemente plantado no cérebro do ator durante toda a representação. “Logo, os pequenos objetivos, as unidades, e a trama em si, deve-se encaminhar para esse superobjetivo”.

Capítulo 16 – No Limiar do Subconsciente

O capítulo trás muito sobre quando a atuação inconsciente, a inspiração, aparece no palco, e quando ela passa a ser de grande valia para o ator.
"O Objetivo principal da nossa psicotécnica é colocar-nos em um estado criador no qual o nosso subconsciente funcione naturalmente”
Em palco o ator vê-se alternando momentos de verossimilhança com de sinceridade, probabilidades com fé.
Os medos e dúvidas em relação à peça e ao autor atrapalham o trabalho do ator.
“O ator deve achar por si próprio o tema principal da peça [...], deve se colocar numa vida análoga à da personagem, caso precise, que faça suposições”.
“O que precisamos é de um superobjetivo que se harmonize com as intenções do autor e ao mesmo tempo desperte repercussão na alma dos atores. Isso significa que temos que procurá-lo não só na peça, mas, também, nos próprios atores”.
Algumas pessoas tem um Objetivo Supremo na Vida. Mas ninguém pode infringir as leis da Natureza.

Lista de Palavras e Expressões Nordestinas

Lilian Domingos

Veja uma lista de palavras e expressões típicas do povo nordestino

A
A MIGUÉ - À toa, relaxado, largado, sem interesse.
A  PULSO  - À força. Contra a vontade.
ABESTADO - Otário. Tolo.
ABESTALHADO - Otário. Tolo.
ABILOLADO – Doido
ABIROBADO - Maluco.
ABISCOITADO - Maluco,  desorientado.
ABUFELAR - Agarrar pela gola, agredir.
ABULETADO  - Pessoa que ocupou um espaço tomou conta do "pedaço" (fulano aboletou-se na casa de sicrana e não sai mais).
ABUTICADO – Pessoa espantada, com os olhos vidrados (abuticados).
ACOITE – Chicote.
ACUNHAR - Chegar junto.
ADULAR - Agradar, bajular. Fazer a vontade de alguém
AFEIÇOADO - Pessoa bem aparentada (bonita, arrumada);
AFOLOZADO – Folgado, arrombado.
AGONIADO - Aflito, afobado, amargurado, angustiado, apressado, indisposto.
AI DENTO - Resposta a qualquer provocação.
AJEGADO - Quem tem pênis grande.
ALDEOTA  - é seguramente o maior bairro informal do País. Os especuladores imobiliários passaram a chamar de Aldeota todo bairro novo.
ALFININ - Espécie de rapadura.
ALPERCATA - Sandália de couro.
ALTEAR - Aumentar o volume do som. Subir algo.
ALUMIAR - Iluminar. Projetar luz sobre algo ou alguém.
AMANCEBADO - Amigado, aquele que vive maritalmente com outra.
AMARELO QUEIMADO - Cor laranja.
AMARRADO- Mesquinho.
AMOLEGAR - Apalpar ou apertar um corpo mole ou uma parte dele.
AMOSTRADO  - Quem mostra que tem dinheiro ou poder.
ANDE TONHA!  - Expressão popular que indica o ato sexual.
ANEL DE COURO – Ânus. Cú.
APERREAR - Encher o saco.
APETRECHADA - Dotada de beleza física.
APOIS - Expressão de concordância.
APOQUENTAR - Aborrecer, azucrinar, chatear.
APRAGATA  – Alpercata.
APRUMADO - Arrumado, bem vestido, bonito, de bons modos.
APURRINHADO – Com raiva, puto.
ARENGA - Briga
ARIADO - Desnorteado
ARIAR A FIVELA - Dançar apertado, ralabucho.
ARRE EGUA! - Interjeição que pode significar qualquer coisa a depender do tom de voz e da ocasião (alegria, irritação...).
ARRETADO – Bom, legal, perfeito.
ARRIBAR - Ir embora.
ARROCHADO – Valentão.
ARROTO DE CU - Peido.
ARRUDIAR - Dar a volta.
ÁS DE COPAS  - Ânus. Cú.
ASSUSTADO - Baile caseiro programado pelos jovens na casa de um deles; tertúlia.
ATAIAR - Atalhar. Ir por um caminho mais curto
ATARENTADO - Aperriado, desnorteado, perdido.
AVALIE - Imagine.
AVEXADO - Apressado.
AZOGADO – Virado na peste, puto, agoniado, brabo.
AZUADO - Alguém desligado.
AZULAR – Dar o fora.
B
BABÃO – Puxa saco, xeleléu.
BACURIM – Porco novo.
BAE DE CUIA - No jogo de futebol, corresponde a lençol.
BAITINGA - Tratamento informal entre velhos amigos, no sentido pejorativo o mesmo que Baitola, depende da entonação da voz.
BAITOLA - Viado. (A palavra tem origem na construção da primeira estrada de ferro do Ceará. O chefe da obra era um engenheiro inglês, muito afetado, que repetia "atenção para a baitola" se referindo a bitola (distância entre os trilhos).
BAIXA DA ÉGUA - Lugar distante.
BAIXAR O LOMBO  - Emagrecer.
BALAÇAR A TANAJURA  - Dançar.
BALADEIRA  – Estilingue.
BALAIO  - Cesto feito de cipó ou palha, sem alça.
BALDEAR - Perturbar.
BALEADEIRA - Baladeira, atiradeira, bodoque, estilingue.
BAMBA - Cambaleante. Sem equilíbrio.
BANANA - Parte do boi conhecida no Sudeste do Brasil como lagarto.
BANANA-PRATA  - Banana-branca.
BANCA  - Aula particular fora do curso regular. Reforço escolar.
BANDA  - Lado, parte lateral, pedaço.
BANGÜÊ  - Caixa retangular com 4 cabos de madeira para transporte de materiais de construção.
BANHO DE ASSEIO  - Banho em que a pessoa lava apenas os órgãos genitais.
BANHO SAPECADO  - Banho rápido e incompleto.
BARNABÉ  – Funcionário de prefeitura.
BARNEI – (bá)  -  Pessoa nova no lugar.
BARRÃO  - Porco novo usado como reprodutor.
BARREADO  - Confuso, sem saber o que fazer ou o que dizer.
BASCULANTE - Vitrô.
BATATA-DO-REINO  - Batata.
BATENTE  - Obstáculo de madeira ou concreto construído no chão para impedir que a água entre pela porta.
BATER A CAÇULETA  - Morrer.
BATER FÔFO  - Não cumprir um compromisso.
BATER SETE FREGUESIAS  - Andar por vários lugares.
BATER UMA EM INTENÇÃO DE  - Masturbar-se pensando especificamente em alguém.
BATORÉ  - Baixinho.
BEBER COM FARINHA  - Ingerir bebida alcoólica demais.
BEBEU - (bébéu)  - Boneca de pano.
BEIÇO  - Lábio
BEIJU  - Biju. Guloseima feita com massa de mandioca. Há quatro tipos: capeado (fino e seco), malcasado (mais consistente), molhado e sarolho (seco, salgado e mais solto).
BEM-EMPREGADO  - Bem-feito! Frase usada para dizer que o castigo foi merecido.
BENÇA  -  Pedido de benção.
BERADEIRO  –  Matuto, Tabaréu.
BEREU - Zona; baixo meretrício; cabaré.
BESTAR - Bobear.
BEXIGA - Coisa ruim.
BEXIGUENTO - Pessoa que não presta.
BEZERRO - Contração voluntária ou involuntária na vagina, semelhante a um bezerro mamando.
BIBOCA - Beco ou lugar estranho. Lugar apertado, escondido, estreito.
BICA - Calha, canal ou tubo em forma de meia cana para escorrer a água.
BICADA - Dose normalmente de cachaça
BICHINHO - Forma carinhosa de chamar um animal ou uma pessoa pequena ou querida.
BICO - Chupeta.
BIGU - Carona, condução gratuita.
BIJU - Beiju. Guloseima feita com massa de mandioca. Há quatro tipos: capeado (fino e seco), malcasado (mais consistente), molhado e sarolho (salgado, seco e solto).
BILA - Bola de gude.
BILOTO - Botão.
BIMBA - Pênis de criança. Pênis pouco desenvolvido.
BIQUEIRA - Calha para escorrer a água da chuva.
BIQUEIRO - Que come pouco.
BIRIMBELO  – Qualquer coisa
BISCATEIRA  - Prostituta.
BISNAGA  - Pão comprido de forma cilíndrica e com as pontas finas.
BOCA DE SIRI  – Caladinho, Na moita.
BOCA QUENTE  - Lugar perigoso.
BOCA-BANCA  - Atitude boçal.
BOCA-DE-SUBACO  - Pessoa muito calada, bicho do mato.
BOCA-DE-TRAMELA  - Pessoa que fala muito.
BOÇAL-BANQUISTA  - Pessoa pedante.
BOCAPIO -  1. Sacola grande feita com palha.    2. Atraso na vida. Pedir esmola.
BOCÓ -  Bobo, tolo.
BODOSO -  Bacana, arrumado.
BOGA - Ânus.
BOGAR - Surgimento de uma bolha na pele.
BOI - Menstro (A mulher tá de boi, menstruada).
BOLA DE ASSOPRO - Balão, bexiga. Bola de gás usada em decorações de festas.
BOLA DE MARRAIA - Bola de marraio. Bola de gude. Bolinha de vidro usada pelas crianças para brincar.
BOLA DE MARRAIO - Bola de gude. Bola de vidro usada pelas crianças para brincar.
BOLACHA DE GOMA - Saquarema. Biscoito, achatado e seco, feito com polvilho.
BOLACHÃO FOFO  -  Biscoito feito com farinha de trigo, açúcar, sal e margarina.
BOLACHÃO SECO  -  Biscoito feito com farinha de trigo, açúcar, sal, margarina, leite de coco, canela em pó e cravo moído.
BOMBA DE BREU - Artefato pirotécnico usado nas festas juninas.
BORA - Vamos embora.
BOTAR - Colocar, pôr.
BOTAR BANCA - Considerar-se superior, exibir-se, vangloriar-se.
BOTAR CABRESTO  - Controlar alguém.
BOTAR CANGA  - Dominar, oprimir alguém.
BOTAR NO MATO -  Descartar, jogar fora.
BOTAR QUENTE -  Agir ou falar com firmeza.
BOYZINHA  –  Moça nova
BRANCHUR -  "Filosofo" muito citado no Ceará.
BREADO -  Melado, sujo.
BRECHAR -  Espiar, espionar, espreitar.
BRECHEIRO -  Indivíduo que observa pelo buraco da brecha, da greta ou da fechadura.
BREFAIA -  Bagulho, porcaria.
BREGA -  Meretrício. Prostíbulo. Zona.
BREGUESSO (BREGUÉSSO) -  Objeto sem valor.
BRENHA - Lugar longe de difícil acesso.
BRIBA - Pequena lagartixa.
BRIDE  -  Brida, rédea. Ferro colocado na boca do animal.
BROCA DO ZUVIDO (bró) -  Pé do ouvido
BROCHA - Tachinha. Prego pequeno, de cabeça larga e chata, usado para consertar calçados.
BRÔCO - Amalucado, abobalhado, desorientado, esclerosado.
BROCOIÓ - Pessoa boba, otário, demente.
BRONQUEIRO –  Pessoa que gosta de confusão
BRUGUELO - Criança pequena.
BUCHA - Comida que alimenta pouco, mas pesa na barriga.
BUCHADA - Comida feita com intestinos de bode, cabrito, carneiro ou ovelha.
BUCHO -  1.Barriga.     2. Pessoa muito feia.
BUCHO CHEIO -  1.Barriga com bebê     2. Barriga cheia de comida ou bebida.
BUCHUDA -  Gestante.
BUFA -  Peido que não faz barulho.
BUJÃO –  Niple (Plug).  Peça de metal ou plástico usada bloquear a boca do cano.
BULIDA - Mulher que perdeu a virgindade.
BULIR -  1. Aborrecer, brincar, caçoar, incomodar.     2. Agitar, mexer, tocar em algo.
BULIÇOSO  - Pessoa que mexe em tudo (não passa um minuto sem mudar o canal da televisão, a sintonia do rádio, etc.)
BUNDA CANASTRA  – Maria escombona, Virar de ponta cabeça.
BUNDEIRA -  Mulher que prefere o coito anal (dar a bunda).
BUNEQUEIRO -  Quem bota boneco (ver "butar buneco").
BURACAJU -  Apelido dado à cidade de Aracaju quando está com muitas ruas esburacadas.
BURRINHO -  Garrafa de Coca-Cola cheia de cachaça.
BUSCA-PÉ -  Artefato pirotécnico, preso a uma pequena haste de madeira que sai em ziguezague rente ao chão até estourar.
BUTAR BUNECO –  Aprontar.
BUTICO – Ânus
C
CABARÉ - Prostíbulo ou confusão.
CABEÇA-DE-FRADE - Obstáculo de cimento em forma de meia bola para impedir o trânsito.
CABEÇA-DE-PREGO - Furúnculo.
CABELUDO -  Pão-doce feito com coco.
CABRA -  Qualquer Indivíduo. Indivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRA DA PESTE -  Indivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRA SAFADO  - Indivíduo de atitudes incorretas.
CABRA-MACHO -  Indivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRUNCO -  Carbúnculo. Coisa ruim.
CABRUNQUENTO -  Coisa ou pessoa ruim.
CABUÊTA –  Dedo duro.
CAÇADOR DE ANDRÓIDE –  Indivíduo que tem relações sexuais com homossexuais.
CACETE-ARMADO -  Bar ou restaurante pequeno com pouco asseio e de baixíssima qualidade.
CACETINHO  -  Biscoito de forma cilíndrica como um dedo.
CACHADO  -  Cacheado.  Cabelo ondulado.
CACHETE (ché)  -  Carretel com linha de costura. Retrós.
CACHIMBEIRA  – Parteira
CAÇOAR  -  Zombar.
CAÇUÁ - Cesto grande feito de bambu, cipó ou vime usado no transporte alimentos ou animais pequenos colocado no lombo de animal de carga.
CAÇULA - Filho mais novo de uma família.
CACULO (ú) -  Prato com comida demais.  Algo demasiadamente cheio.
CACUMBI -  Grupo folclórico formado só por homens que dançam em homenagem aos santos padroeiros dos negros, São Benedito e Nossa Senhora do Rosário.
CACUNDA - Costas, dorso.
CADEIRAS -  Quadris, quartos.
CAFUÇÚ - Pessoa desajeitada, mal vestida, mala.
CAFUNDÓS DO JUDAS - Lugar distante.
CAGADO - Sortudo.
CAGADO E CUSPIDO - Encarnado e esculpido. Idêntico, igual, muito parecido.
CAI DE PAU – Quem acusa.
CAIPORA - Quem fuma muito.
CAIR CACAU - Chover.
CAIXA-DO-PEITO - Tórax. Cavidade torácica onde ficam os pulmões e o coração.
CAIXÃO -  Caixão   1. Batente. Peça de madeira onde a porta ou janela se encaixa ao fechar.       2. Algo perigoso que pode causar algum problema ou a morte.
CAIXA-PREGOS  - Lugar afastado, distante, de acesso difícil.
CAJURANA - Homem vestido de mulher em festa pré-carnavalesca.
CALANGO - Lagarto pequeno, típico do Nordeste.
CALÇOLA - Calcinha.
CALIBRADO – Meio tonto.
CALIFOM - Sutiã.
CALOMBO - Inchaço na pele.
CALUNGA - Camundongo. Rato muito pequeno.
CAMBADA - Grupo de pessoas desprezíveis.
CAMBAIO - Que tem as pernas arqueadas para dentro.
CAMBALAFOICE - Amante, namorado.
CAMBÃO - Mulher feia.
CAMBAPÉ - Rasteira.
CAMBITO - Perna fina.
CAMBOTA – Pés separado (10 para 3).
CAMINHÃO DE FEIRA -  Caminhão pau-de-arara.  Caminhão coberto, com bancos de madeiras longitudinais na carroceria usados para transporte de pessoas.
CANECO – Copo pequeno.
CANELAU - gente pobre, plebe rude.
CANGA - Peça de madeira que une um grupo de bois para o trabalho.
CANGACEIROS - Grupo folclórico que canta e dança representando os cangaceiros.
CANGALHA - Suporte colocado no lombo dos animais para transporte de carga.
CANGOTE – Nuca.
CANGUINHAS  - Avaro,  mão-de-vaca,  somítico.
CANJICA - Curau. Mingau com grãos pilados de milho que se come cozido em água e sal ou com leite e açúcar.
CÃO CHUPANDO MANGA - Corajoso, competente, feio.
CAPA-DE-SELA -  Amante.
CAPÃO - Frango capado.
CAPAR O GATO - Ir embora, fugir.
CAPIONGO – Tristonho
CAPOTARIA - Oficina para conserto de estofados de carro.
CAPOTE - Casaco.
CAPUCHO (CO) - Sabugo. Espiga de milho sem os grãos.
CARÃO - Bronca, repreensão.
CARECER - Necessitar, precisar.
CARITÓ - Solteirona. Mulher que envelhece sem conseguir casar.
CARNE MOQUEADA - Carne defumada e salgada.
CARNE-DE-SOL - Carne de vaca, sem ossos, cortada em tiras ou mantas, levemente salgada e seca ao sol. Não é prensada e é mais avermelhada do que a carne-seca.
CARNE-SECA - Charque, jabá. Carne de vaca, sem ossos, salgada, comprimida e seca ao sol em mantas. É menos avermelhada do que a carne-de-sol.
CARRADA - Grande quantidade.
CARRAPICHO - Pão doce coberto com pequenos pedaços de coco.
CARREGADO - Pessoa complicada ou comida de difícil digestão.
CARREGO (Ê) -  1. Carga, frete.   2. Pilha elétrica.
CARREIRA -  1. Correria, corrida veloz.   2. Fila, fileira. Trilha.
CARROCEIRO - Condutor de carroça puxada por cavalos.
CARTA -  Habilitação.  Carteira Nacional de Habilitação.
CARURU - Creme ou pasta feita com quiabo, camarão, castanha, leite de coco, amendoim, peixe, azeite-de-dendê, pimenta, etc.
CASA-DA-PESTE - Lugar afastado, distante, de acesso difícil.
CASA-DE-ANDAR  - Sobrado. Casa de dois ou mais pavimentos.
CASADINHO  -  Biscoito pequeno recheado com goiabada.
CASA-DO-CHAPÉU  -  Lugar muito distante ou desconhecido.
CASCUDO  – Tapa na cabeça, cocorote.
CATABÍ - Buraco na estrada (Esta estrada está cheia de catabí)
CATABIL -   1. Buraco na pista. Acidente de terreno que origina o solavanco de veículos.                         2. O solavanco ou choque produzido pelo buraco na pista.
CATENGA - Lagartixa escura.
CATOTA – Meleca.
CATRAIA - 1. Mulher muito feia.     2. Prostituta.
CATREVAGE  - Gente cafona (isso parece um galicismo).
CAVACO-CHINÊS - Em São Paulo é chamado de beiju ou biju. Massa seca em forma de cilindro. O vendedor anuncia a sua presença na rua com um triângulo de metal batendo numa madeira.
CAVILAÇÃO  – Dengo; chorão.
CAVOUCAR  - Cavar, escavar.
CERCAR LOURENÇO  - Arrudiar, não ir direto ao assunto.
CEROTO -  Sujeira preta na pele devido a falta de banho.
CHABOQUE -  Tampo. "Chico deu uma topada que tirou o chaboque do dedo".
CHABU -  Falha na explosão de fogo de artifício.
CHÁ-DE-BURRO -  Canjica. Mungunzá. Mingau de milho branco cozido com leite de coco ou de vaca, temperado com sal e açúcar.
CHÃ-DE-DENTRO -  Coxão mole. Carne da parte interior da coxa do boi.
CHÃ-DE-FORA -  Coxão duro. Carne da parte exterior da coxa do boi.
CHAPA - Radiografia; dentadura.
CHAPARIA - Funilaria, lanternagem.
CHAPEU DE TOURO - Chifre.
CHAPULETA – Cabeça do pau, Anel.
CHAPULETADA – Porrada.
CHAVE -  Entrada, sinal. Primeiro pagamento na compra de um imóvel.
CHEGA! CHEGA! -  Venha rapidamente! Ajude-me!
CHEGANÇA -  Dança que representa a luta travada pelos cristãos para batismo dos mouros (turcos).
CHEI DOS PAU - Bêbado.
CHEIRADA -  Quando o jogador não acerta a bola; furada.
CHIBATA -  Coisa grande, pênis.
CHIBATADA - Pancada.
CHIBIU - Órgão genital feminino, buceta.
CHICOTE -  Bunda, nádegas.
CHINFRIM - Vagabundo, sem valor.
CHIRINGAR - Esguichar água ou outro líquido, jato de líquido.
CHOPARIA - Choperia. Local onde se serve chope.
CHUCHAR - Cutucar, pulsar.
CHULIPA - Tapa na orelha com um dedo no sentido vertical.
CHUMBADO –  Bêbado, doente.
CHUPÃO - Cabra que gosta de chupar pau.
CHUPETA - Menino chorão.
CHUVA DE PEDRA  -  Chuva de granizo.
CHUVINHA  -  Chuva de prata. Chuva pirotécnica. Um tipo de artefato pirotécnico.
CIBAZOL  - Coisa sem valor. "Não vale um cibazol".
CIENTÍFICO - Colegial. Ensino Médio. Segundo Grau.
CISTERNA - Reservatório de água das chuvas.
COBRINHA  - Um tipo de artefato pirotécnico.
COCADA-DE-AMENDOIM -  Pé de moleque. Doce duro, feito com açúcar e amendoim torrado.
COCÓ - Tocaia.
COCOREU - Confusão, rolo.
COCOROTE – Tabefe, cascudo.
COITÉ - Cabaça. Cuia.
COITEIRO - Aquele que protege ou esconde criminosos ou namorados.
COMBINADO - Em parceria.
COMBROGÓ -  Cobogó.  Elemento vazado de cerâmica, cimento ou vidro, usado na construção de paredes com entrada para luz e ventilação.
COMER ÁGUA - Tomar cachaça (Expressão muito usada na Bahia).
COMO O QUÊ -  Demais. Ex: Você fala como o quê!
COMO TATU, SÓ TEM O CASCO E O CU!  -  Sem nada, sem patrimônio, pobre.
CONCHO  -  Confiante em si, vaidoso.
CORDÃO CHEIROSO   - Fio de barbante impregnado com um produto que exala um cheiro desagradável ao ser queimado.
CORRALINDA  - Coisa linda, pessoa bonita.
CORRER FROUXO - Ter em abundância. "Ali o dinheiro corre frouxo".
CORRIDO - Apressado, expulso.
CORTINADO  – Mosquiteiro. Cortina ou rede fina colocada em volta da cama para proteger dos mosquitos.
CORUJA  - Pipa, papagaio.
COTÔCO –  Pedaço, ponta.
COURO DE PICA -  Algo que vai e volta. "Esse namoro e que nem couro de pica".
CRANCO -  Cancro. Coisa ou pessoa ruim.
CRICRI –  Chato, Insistente, Pentelho.
CRUZETA -  Cabide para camisas e calcas. Também pode ser pessoa enrolada, complicada.
CÚ DE CANA -  Cachaceiro.
CUBAR  –  Olhar demais.
CUCURUTO –  Topo da cabeça.
CU-DE-BOI - Briga. Conflito.
CU-DE-NOVELO - Pessoa que tem a bunda murcha.
CUIA - Cabaça.
CUMÉ? - Como é?
CUMEEIRA - Telha em forma de meia cana usada nas partes mais altas (cumes) ou nos vértices dos telhados.
CUMELÃO - Garanhão.
CUNHÃ – Neguinha
CUNHÃO - Corajoso
CURUBAU - Ver Canelau.
CURURU - Sapo grande.
CUSTAR - Demorar. "O ônibus esta custando muito".
CUSTOSO - 1. Algo demorado.    2.Criança manhosa.
D
DA BEXIGA - 1. Em grande intensidade.   Ex. Estou com uma fome da bexiga!
DA PESTE -  Algo extraordinariamente bom ou ruim.
DANAÇÃO -  Confusão, pressa, trapalhada.
DANOU-SE -  Tá perdido
DANOU-SE! - (ô)  1. Saiu apressado.   2. Expressa admiração, entusiasmo, espanto, surpresa.
DAR CHABU - 1. Dar errado, falhar.   2. Defeito em fogo de artifício.
DAR COM A MÃO - Sinalizar com a mão.
DAR FÉ DE - Perceber.
DAR FIM - 1. Gastar, consumir.   2. Acabar, concluir, encerrar, matar.
DAR GASTO - Consumir, usar.
DAR GOSTO - Dar prazer, ou satisfação.   Ex.: A qualidade é de dar gosto!
DAR NA FRAQUEZA -  Sentir fraqueza ou moleza.
DAR NO COURO  - Conseguir fazer sexo.
DAR O GRAU -  Caprichar. "Pode deixar que vou dar o grau no seu carro"
DAR O MAIOR 10 -  Gostar muito.
DAR O PREGO -  Enguiçar.
DAR PARTE DE -  Delatar. Denunciar.
DAR TRANCO - Dar bronca. Dar carão. Repreender.
DAR UM AGRADO - Dar uma gorjeta ou uma lembrança.
DAR UM CARÃO - Dar uma bronca. Repreender.
DAR UMA BARRIGADA - Defecar
DAR UMA PRENSA - Dar uma bronca. Pressionar.
DAR VENCIMENTO A - Dar conta do pedido ou serviço.
DE BARRIGA - Grávida.
DE BELEZA - (gíria)  -  De graça.
DE BOI - Menstruada.
DE HOJE - Faz tempo.
DE HOJE A OITO - Daqui a uma semana.
DE HOJE A QUINZE - Daqui a quinze dias.
DE LASCAR O CANO - 1. Bom demais.   2. Desagradável, decepcionante, irritante, etc.
DE PRIMEIRO -  Antes, antigamente.
DE VEZ -  Fruto em estado ideal para ser colhido.
DEBOCHAR -  Desprezar, menosprezar, zombar.
DE MATAR OGUARDA  -  Bom, Gostoso.
DEFORETE –  Escapada. (Vou tomar um deforete, mudar de vida, escapada)
DEIXA DE PANTIN - Deixa de onda;  Deixa de frescura (fulano está com pantin, com manha)
DEMENTE - Indivíduo lento, lerdo, vagaroso.
DERNA – Desde
DERNONTONTE – Tem ainda
DERRADEIRO - Último.
DESARNAR - Desasnar. Aprender algo, ativar, avivar, deslanchar, despertar.
DESCABRIADO - Desconfiado, que não confia em algo ou alguém.
DESCORADO – Amarelo
DESDROBO - Desdobro (dô) argumento pouco convincente ou sem importância.
DESEMBESTADO – Sem rumo
DESGRACEIRA NO CAMINHO DA FEIRA - Confusão, lasqueira, quiprocó.
DESGRAMA - Desgraça.
DESGRAMADO - Desgraçado.
DESMANTELAR - Arruinar, desarranjar, desconjuntar, desorganizar, estragar.
DESPAMPARAR - Desgovernar. Perder o controle.
DESTRAMBELHADO - Atrapalhado, desajeitado, desarrumado, desorganizado.
DEU A BOBÔNICA - Encrencou; fodeu; a coisa pegou.
DEU A GOTA SERENA - Encrencou; fodeu; a coisa pegou.
DEU FÉ – Prestou a atenção (“Quando ele deu fé a coisa aconteceu”)
DEU MANDÚ - Deu problema, pegou, agora fodeu
DEU O BUTE - Agora encrencou, nem para frente nem para atrás, fodeu;
DEVER - Lição de casa. Tarefa escolar feita em casa.
DIA DOS ANOS   -  Data do aniversário.
DIABEISSO! -  Que diabo e isso! Expressão de espanto.
DIABINHO MALUCO  -  Um tipo de busca-pé (artefato pirotécnico) pequeno, sem bomba, usado nas festas juninas, principalmente pelas crianças.
DIACHO -  Diabo.
DISTRENADO -  Sem graça. "Fica todo distrenado quando elogiado".
DISTRENADO –  Sem preparo, Inexperiente
DOR-DE-CORNO -  Dor de cotovelo. Tristeza de amor.
DOR-DE-FACÃO -   Dor-de-veado. Dor pontiaguda e forte que se manifesta do lado direito do abdome, na altura do baço, resultante de algum esforço físico intenso.
DOR-DE-MULHER -  Cólica menstrual.
DOR-DE-VEADO -   Dor-de-facão. Dor pontiaguda e forte que se manifesta do lado direito do abdome, na altura do baço, resultante de algum esforço físico intenso.
DOR-D'OLHOS -  Dor nos olhos causada por afecções (conjuntivite).
DOZE HORAS -   Em Sergipe é muito usada tanto para meio-dia, como para meia-noite.
E
É DE LASCAR – Tá danado.
E FOI, FOI?  - É mesmo?
É NÃO -  Não é.  O nordestino, inclusive o sergipano, fala o verbo antes do advérbio.
É O BRINCO -  Expressão idiomática que quer dizer que uma coisa é muito estimada.
É O MENOR PREÇO?   -  Frase usada pelo freguês para pechinchar.
É PINTO –  É moleza, fácil.
ÉGUA -  Meretriz. Prostituta.
EITA -  (Êitcha) Eta.  Palavra usada para expressar admiração, alegria, dificuldade, espanto, surpresa, susto, etc.
EM VISTA -  Diante.
EMBOLÉU – À toa, desprezado; pessoa jogada (Fulano vive aos emboléu).
EMBUCHADA - 1. Pessoa aborrecida ou com raiva.    2. Mulher grávida.
EMBURACAR  – Entrar sem pedir licença.
EMPALHANDO -  Tomando o tempo de alguém.
EMPANZINADO -  Empanturrado. Com o estômago cheio de comida.
EMPAPADO -  Que comeu alem da conta;  Ver "Empazinado"
EMPARELHADO -  Ao lado de. Lado a lado.
EMPATA FODA  -  Chato que fica atrapalhando o namoro do casal.
EMPATAR -  Atrapalhar, dificultar, perturbar.
EMPENCADO -  Acompanhado de um monte de gente.
EMPERIQUITADO - Enfeitado demais.
EMPESTEAR - Deixar um cheiro forte por onde passa ou fica.
EMPOMBAR – Reticente, Empacar
EMPRENHAR - Engravidar.
EMPRENHAR PELOS OUVIDOS - Acreditar em fofocas.
EMPRIQUITAR - Cismar, não aceitar.
ENBURACAR – Entrar sem licença.
ENCAFIFAR - Desconfiar. Ficar intrigado ou pensativo.
ENCANDEAR - Brilhar, ofuscar.
ENCANGADO - Indivíduo que anda sempre junto com outro.
ENCANGAR GRILO - Ócio, coçar o saco
ENCAPOTAR -  Colocar capa ou casaco
ENCARCAR -  Encalcar, calcar, apertar, comprimir, forçar.
ENCARDIR –  Sujar muito
ENCARNADO -  Cor vermelha
ENCASQUETAR –  Implicar, Peitar, Cismar
ENCOSTADO -  1. Fora de atividade, licenciado.      2. Preguiçoso.
ENCRUADO - Que fica muito tempo sem ter relações sexuais. Difícil de sair.
ENDIREITAR - Acertar, arrumar, consertar, corrigir, colocar direito, retomar ao rumo certo.
ENFADADO - Cansado.
ENGABELAR - Enganar, iludir.
ENGEAR (ENJIAR) - Engelhar, enrugar.
ENGODO  - Isca para pescar camarão.
ENGOMAR -  Passar roupa.
ENGROSSANTE -  Gogó.  Creme ralo feito com leite, farinha de mandioca, amido de milho ou creme de arroz servido em mamadeira.
ENGUIAR - (pronuncia-se a letra u)  -  Engulhar. Sentir ânsia, enjôo, náuseas. Vomitar.
ENJEITAR - Abandonar, desprezar, recusar, rejeitar.
ENRICAR - Enriquecer.
ENSACAR - Colocar a camisa por dentro da calça.
ENTERTELA - Entretela. Pano enfiado entre o forro e o tecido de uma roupa. Geralmente é usado no pescoço ou na cintura.
ENTERTELADO - Entretelado. 1. Bem arrumado, com gravata, com a gola da roupa apertada no pescoço.         2. Com pano enfiado entre o forro e o tecido de uma roupa. Geralmente, o pano é usado no pescoço ou na cintura.
ENTOJADO -  Farto de tanto comer.
ENTOJAR  - Enjoar. Sentir enjôo.
ENTOJO - (tô)   -  Enjôo de mulher grávida.
ENTREVADO - Paralisado, paralítico.
ENTRONCHADO - Torto.
ENTRONCHAR - Desalinhar, entortar.
ENTROU COMO UMA BUFA E SAIU COMO UM PEIDO! - Entrou e saiu rapidamente.
ENTROUXADO - Amontoado, bagunçado. Como uma trouxa de roupas.
ENTUFADO - Amuado, emburrado, zangado.
ENVERGAR - Curvar, vergar.
ENXERIDA – Mulher galinha.
ENXERIDO - Atrevido, intrometido, metido, ousado.
ERRADO - 1. Indivíduo que não age corretamente.     2. Encabulado, envergonhado.
ESBREGUE -  Bronca, repreensão.
ESCALDA-PÉS -  Banho medicinal que se dá aos pés com água bem quente.
ESCAMBAU -   Etc.
ESCANCARAR - Exibir, mostrar.
ESCANGALHAR - Arruinar, bagunçar, estragar.
ESCAPULIR - Escapar, fugir.
ESCROTO -  Bom de briga; cafajeste.
ESFARRAPADO -  Mal vestido. Que tem a roupa em farrapos.
ESGARÇAR -  Abrir, desfiar o tecido.
ESGOELAR -  Gritar.
ESMOLAMBADO (MU)   -  Mal vestido.
ESMOLER - (êsmolér)   -  Mendigo, pedinte.
ESPADA - Artefato pirotécnico preso a uma haste de madeira, que é usado como arma na guerra de espadas realizada durante as festas juninas.
ESPARRELA – Enganação
ESPEVITADO - Ágil, esperto, inquieto, malandro.
ESPIAR - Observar, olhar, ver, verificar.
ESPINHAÇO – Coluna vertebral.
ESPINHELA CAÍDA  -  Dor nos ossos peitorais.
ESPIRITADO -  Escandaloso. Extrovertido.
ESQUENTE –  Moletom, malha de ginástica; Jogging.
ESTILAR -  Escorrer líquido do nariz.
ESTRIBADO -  Cheio da grana.
ESTROVENGA -  Um tipo de foice pequena de dois gumes.
ESTRUPÍCIO -  Pessoa enrolada, mulher feia (Cambão)
ESTUPOR BALAIO -  1. Infarto. Morte. Paralisia repentina.    2. Pessoa feia.    3. Expressão usada quando a pessoa se irrita com algum objeto ou alguma situação.
ESTUPORADO - Estragado, gasto, em mal estado.
ESTUPORAR - 1. Consumir ou gastar muito. Desperdiçar dinheiro.       2. Sair com pressa.
ETA-PEGA - (Êta-pêga)  -  Expressão usada quando a pessoa se espanta ou tem uma surpresa. Surpeendente.

F
FALAR MAIS QUE A PRETA DO LEITE - Falar muito.
FALAR NOME - Falar palavrão, palavra obscena.
FALSA-BANDEIRA - Homossexual.
FARDA - Uniforme escolar.
FARINHA-DO-REINO - Farinha de trigo.
FASTIO - Falta de apetite.
FATO - Intestino de animal.
FAZER ESPÍRITO - Fazer escândalo.
FAZER FIO TERRA - Quando a mulher mete o dedo no fiofó do homem durante o ato sexual, a pedido dele.
FAZER HORA COM A CARA  - Fazer gozação.
FAZER MAU - Desvirginar. "Ele fez mal a moca".
FAZER MERCADINHO - Fazer compras no supermercado.
FAZER O GOSTO - Agradar. Fazer a vontade de alguém.
FAZER SABÃO - Sexo entre lésbicas.
FÊ -  Letra F.
FECHICLER -  Ziper.
FECHO ECLER (ECLÉR) -  Zíper.
FEIJÃO-DE-CORDA -  Feijão-fradinho.  Feijão verde em vagem emaranhada.
FEIRA DE SULANCA - Feira de artigos baratos. Feira onde se vendia roupa de helanca.
FEIÚRA - Ato reprovado, erro, indignidade.
FEOFÓ - Ânus, (mesmo que furico, butico).
FI, FIO OU FILHO DA BEXIGA - Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DA GOTA-SERENA - Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DA MOLÉSTIA - Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DA PESTE - Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DE UMA ÉGUA - Filho de uma prostituta.
FI, FIO OU FILHO DO CABRUNCO - Coisa ou pessoa ruim.
FI, FIO OU FILHO DO CRANCO - Coisa ou pessoa ruim.
FICAR DE BOI - Menstruar.
FICAR MAL - Ficar de mal. Cortar as relações de amizade.
FICHINHA - Chapinha,  tampinha. Tampa metálica usada para lacrar a boca da garrafa.
FILHO DO CABRUNCO - Desgraçado, maldito.
FINDAR - Acabar, concluir, terminar.
FITA GOMADA - Fita adesiva.
FITEIRO - Quiosque, banca de revista.
FOGUINHO - Afrodisíaco.
FOI MAL - Perdão.
FOLÓ - Folote, frouxo, folgado, largo.
FOLOTE - Frouxo,  gasto.
FONICE - Avareza.
FONO - (fô)   -  Avaro, pão-duro.
FÔRMA – Recipiente feito de barro para armazenar água; Pote.
FORROBODÓ - Confusão, algazarra, bagunça.
FRANGOTE - Adolescente
FREGE-MOSCAS - Bar ou restaurante pequeno com pouco asseio e de baixíssima qualidade.
FRESCA - Cabaré. Casa de diversões e espetáculos onde se bebe e dança.
FRESCAR - Fazer uma brincadeira. "Se zanga não, to só frescando".
FRESCO - Viado, gay.
FRISO - Grampo de cabelo
FRIVIÃO – Inquieto
FRÔXO - Medroso
FULERAGE - Coisa sem valor.
FULERO – Não cumpre o compromisso
FUMANDO NUMA QUENGA - Puto da vida.
FUMBAMBENTO - Desbotado. Sem cor.
FUNDURA - Profundidade.
FURICAGEM – Frescura.
FURICO  – Ânus, Mesmo que "Butico".
FUTUCAR  -  Cutucar, mexer. Tocar com o dedo, o cotovelo, o pé, etc.
FUVIAR - Fervilhar, zumbir. Zumbido produzido pelo ouvido ou por inseto.

G
GABIRU -   1. Rato escuro e grande.    2. Aproveitador, espertalhão.
GAIA – Chifre
GAIATO – Engraçado
GAITADA - Gargalhada.
GAITAR - Gargalhar.
GAITOSO - Aquele que faz os outros rirem.
GALA - Esperma, sêmen.
GALALAU - Homem alto.
GALEGO - Loiro.
GALETO - Frango.
GALINHA DE CAPOEIRA -  Galinha caipira. Galinha criada em casa.
GALINHA MATRIZ - Galinha reprodutora. Só é abatida quando deixa de botar ovo.
GALINHOTA - Carrinho de mão.
GALO - Indivíduo com orgasmo rápido.
GARAPA – Água com açúcar.
GARAPEIRO – Preguiçoso, Pessoa que se aproveita dos outros.
GASGUITA -  1. Pessoa que fala muito alto ou grita.   2. Mulher muito magra e pequena.
GASTURA - Sensação desagradável, aflição, desconforto, impaciência, irritação nervosa, tentação, etc.
GATO - Instalação clandestina de eletricidade.
GATO DE HOTEL - Diz-se das pessoas que comem tudo o que aparecer.
GATO REI - Prostituta.
GAZEAR - Faltar à aula ou a uma obrigação para passear ou divertir-se.
GELADINHO - Sorvete caseiro embalado em saco plástico transparente de forma cilíndrica. Em São Paulo, é chup-chup. No Rio de Janeiro, é sacolé.
GEROZ - (ó)   -  Algeroz. Junção entre o telhado e uma parede mais alta.
GIGOLETE  - Passadeira, diadema, arco.
GOELA - Garganta.
GOELAR - Furtar.
GOGA - Deboche.
GOGAR - Debochar de alguém.
GOGO - (Gôgo) Escarro. Gosma.
GOGÓ - Engrossante. Mingau servido em mamadeira.
GOGUENTO - Goguento Que expele escarro, gosma.
GOIA -  Fim do cigarro (o mesmo que Guimba, Piola, Segunda)
GOMA - Cola caseira feita com água, farinha de trigo ou amido de milho e outros produtos. Serve para colar papel ou engomar roupa.
GORAR - Estragar a cerveja ou o ovo.
GORÉ - Um tipo de caranguejo miúdo.
GORGOMILO - Garganta, goela, princípio do esôfago.
GOSTOSÃO - Ônibus. (denominação antiga).
GOTA - Coisa ruim.
GOTA-SERENA  - Coisa ruim.
GRAXEIRA   -  Denominação pejorativa de empregada doméstica.
GRELADO  - Concentrado.
GRETEIRO  - Indivíduo que observa pelo buraco da brecha, da greta ou da fechadura.
GRIZMELA  - Magra.
GRUDE - Sujeira; porcaria.
GUAIAMUM - Espécie de caranguejo de cor azul.
GUARIBADA - Dar uma caprichada.
GUÊ -  Letra G.
GUERREIRO - Manifestação folclórica que conta uma história de amor entre uma rainha e um índio.
H
HI-FI - (rai-fai)  -  Música mecânica, proveniente de disco ou fita.
HIFEM ARRIADO – Tecla Undescore (“_”) no teclado do computador.
NHÊTA - (pronúncia: inhêta) ansioso; aperreado para; avexado para; querendo porque querendo.

I
IAPÔE – É mesmo?
INCENÇAR – Feder (peido no ambiente)
INCOMODADA - Menstruada.
INFELIZ DA COSTELA OCA - Sujeito chato, enjoado.
INGEMBRADO - Torto.
INHACA - Mal cheiro do sovaco.
INTEIRAR - Completar.
INVOCADO – Tá com raiva, (Também pode ser uma pessoa estranha)
ISPILICUTE - Do inglês "She's pretty cute". Engraçadinha.
ISPRITADO - Enfurecido.
ISTRIPULIA - Travessura
ISTRUIR - Desperdiçar.
J
JABÁ - Charque. Carne-seca. Carne de vaca, sem ossos, salgada, comprimida e seca ao sol em mantas. É menos avermelhada do que a carne-de-sol.
JABIRACA - Lenço usado no pescoço.
JACÓ - Pão francês
JANTE - Roda metálica que fica no centro dos pneus dos veículos.
JERERÉ - Puçá. Rede em forma de cone com círculo de madeira ou metal na boca. A isca, geralmente tripa de galinha, fica pendurada no centro. É usado para capturar siris.
JERIMUM - Abóbora
JI -  Letra J.
JUNIR -  Arremessar, jogar com a mão.
L
LÁ NO CALCANHAR DO JUDA – Bem longe
LABROCHEIRA – Sem requinte
LACHADO – Partido, trincado.
LACHAR - Lascar, rachar.
LAMBEDOR - Xarope caseiro feito com açúcar queimado e seiva de plantas para curar doenças respiratórias.
LAMBRETA – Crachá de identificação
LAMINHA - Parte interna do coco verde. Também é chamada de carne.
LANÇAR - Vomitar.
LANCE – Quando a mulher deixa aparecer (involuntariamente) suas partes íntimas
LÂNDRIA - Caroço no corpo. Íngua.
LANGANHENTO - 1- Viscoso, visguento, mole, ensebento, grudento.  2- Pessoa grudenta.
LANGANHO - Viscoso, visguento, mole, ensebento, grudento.
LANHAR - Arranhar. Cortar superficialmente o corpo em acidente ou briga.
LANTERNAGEM - Funilaria. Conserto na carroceria do veículo.
LAPA - Algo grande. Pedaço grande.
LAPADA - 1. Bofetada, chicotada.     2. De uma vez. Ex. Beber um copo numa lapada, Dose de cachaça (Vou tomar uma lapada)
LARANJA-DE-UMBIGO  -   Laranja-da-baia.
LARGADO - Abandonado, desquitado, divorciado, separado.
LASCADO - Cheio de problemas, em má situação.
LASCAR - Danificar. Prejudicar.
LASQUEIRA  -  Confusão, encrenca, estrago.
LASTRO   -  Estrado, varão. Grade de madeira que sustenta o colchão na cama.
LATEJAR - Palpitar, pulsar.
LATOMIA - Barulho.
LATRINA - Privada, vaso sanitário.
LAURÇA - Pessoa feia e vestida de forma enfeitada. (Fulana parece uma laurça);
LAVA-CU - Inseto de asas transparentes. Libélula.
LAVANDEIRA - Um tipo de pomba que o povo diz que lava as roupas de Deus.
LAVANDERIA - Tanque. Pequeno reservatório de cimento usado para lavar roupa.
LAVAR A ÉGUA – Ganhar, levar vantagem.
LÊ   -  Letra L.
LÉGUA - Antiga medida de distância. Tem de 6.000 a 6.600 metros.
LEITE DE GADO - Leite de vaca. Leite não industrializado.
LENGA LENGA – Insistência
LERDO - Alguém desligado
LERDO - Lento.
LERIADO - Conversa fiada.
LESEIRA - Falta de ânimo, moleza, preguiça.
LESO – Bôbo, abestado
LETRECA - Cafona.
LEVAR UM CUSCUZ - Levar um "fora". Ouvir um "não" como resposta. Ter um pedido de dança recusado.
LEVAR UMA TABOCA - Levar um "fora". Ouvir um "não" como resposta. Ter um pedido de dança recusado.
LIGEIRINHO - Microônibus um pouco mais confortável, mais rápido e com a tarifa mais alta que o ônibus comum.
LIGEIRO - Ágil, rápido, veloz. Às pressas.
LIMALHA - Um tipo de busca-pé. Artefato pirotécnico conhecido como espada, usado em duelos durante as festas juninas.
LISO - A pior ofensa para um cearense. E muito mais que uma pessoa sem dinheiro. O liso esta para o cearense assim como o "looser" esta para o americano.
LONJURA - Grande distância.
M
MACACÃO - Macaco, amarelinha. Um tipo de brincadeira infantil.
MACAXEIRA - Mandioca.
MACHO REI - Cara, amigo, o meu...
MACHUCAR - Amassar, esmagar ou triturar alimento com a mão ou algum instrumento como um talher ou pilão.
MAGOAR - Machucar, ferir. Ex. Magoei o meu dedo!.
MAGOTE - Bando, grupo.
MAINHA - Mãe.
MAIS  -  Com.    Ex.: Eu ando mais ele.
MAIS EU  - Comigo.
MALAMANHADO -  Mal vestido, desajeitado.
MALCASADO -  Um tipo de biju (beiju) mais consistente.   É vendido embalado em folhas de bananeira.
MALDAR - Interpretar no mau sentido.
MALETROSO - Maletroso Indivíduo que não se veste bem, usa roupa velha, torta, não alinhada.
MALINAR - Fazer travessuras, traquinagens.
MALINO - Travesso.
MALUVIDO – Irresponsável
MANDIBA - Caule da planta mandioca.
MANE BOFÃO - Conhecido "restauranteur" de Fortaleza, especialista em pratos finos tais como: panelada, buchada, sarrabulho, tripa de porco, rabada, sarapatel e mão de vaca.
MANGANGÃO – Chefe; Manda chuva.
MANGAR - Caçoar, enganar, gozar, iludir, sacanear, zombar.
MANGOTE - (ó)   -  Engate, mangueira curta.
MANGUÁ - Mangual. Correia para açoitar animais.
MANGUAÇA - Cachaça
MANIÇOBA - Folha da planta mandioca.
MANJA - Brincadeira também conhecida como esconde-esconde ou pega-pega.
MANJELÃO - Jambolão, jamelão.  Fruta comestível que expele um corante.
MANJUBA - Pênis grande.
MANOBRAR - Influenciar ou mandar em alguém.
MANTEIGA DE GARRAFA Manteiga líquida feita de forma artesanal e vendida em garrafa.
MANTEIGA DO ESTADO Manteiga feita de forma artesanal.
MANUÊ –  Manauê  Bolo feito com milho verde e coco.
MARCHANTE   -  Açougueiro.
MAREADO -  Esquecido.
MARINETE -  Denominação antiga para ônibus.
MARIOLA -  Bananada industrializada vendida em embalagem transparente no formato retangular.
MARISCOMBONA -  Cambalhota, imitação de salto de ginastica olímpica.
MARMOTA -  Coisa estranha; pessoa desajeitada, enfeitada.
MAROMBA - Conjunto de vagens de feijão amarradas sobre caibros.
MARRAIA - Bola de marraio. Bola de gude. Bola de vidro usada pelas crianças para brincar.
MARRETEIRO -  Enganador, trapaceiro, vigarista.
MARUEIRO -  Pessoa esperta, cheio de enrolada;
MARUIM  - Mosquito-pólvora.
MAS TÁ!  - Expressão usada para demonstrar dúvida, desafio, incredulidade, surpresa.
MASSA (GÍRIA) -  Agradável, bacana, bom, bonito.
MASSADA -  Espera
MASTIGADINHO -  Um forró mais acelerado. Pronto
MATA-FOME -  Árvore que produz um tipo de noz pequena.
MATRACA  - Cabra que fala sem parar, o tempo todo.
MATURI  - Castanha verde, grande e mole do caju em formação.
MATUTAR - Pensar. Refletir
MÊ -  Letra M.
MEDECÊ -  Máximo Divisor Comum.
MÊIMUNDO –  Muita coisa
MEIOTA -  Meia garrafa de cachaça.
MELADO -  Bêbado.
MELAR -  Pegar um pedaço, um pouco, uma parte.
MELOTO - (melôto)   -  Sujeira.
MEMECÊ -  Mínimo Múltiplo Comum.
MENINA - Mulher cujo nome você não lembra ou não sabe.
MENINICE - Infância
MENINO - Homem cujo nome você não lembra ou não sabe.
MERCADINHO - Supermercado.
MEROL - Bebida.
MEU REI - Cara, Amigo,
MEUZOVO - Expressão de discórdia, uma ova. "Juca e um político honesto e meuzovo!
MICARETA - Carnaval fora de época.
MIJÃO - Artefato pirotécnico usado durante as festas juninas.
MILONGA - Conversa inútil, fiada.
MINDIM – Menor dedo da mão.
MININO REI AMARELO - Criança chata.
MIÔLO DE POTE - Coisa sem importância.
MISSE - Grampo para prender o cabelo.
MOÇA - Mulher virgem.
MOCHILA - Saco plástico para embalar mercadorias em supermercados.
MOCOTÓ - Tornozelo.
MOD"EU - Por minha causa.
MODE - Modo. Por causa. Ex. Eu fui mode você.
MOI DE CHIFRE - Corno.
MOLAMBO - Desajeitado, desarrumado, mal vestido.
MOLEIRA – Espaço nos ossos da cabeça de criança
MOLÉSTIA - Coisa ruim.
MONDONGO - Tornozelo.
MONDRONGO – Galo na cabeça,
MORAR DE RANCHO - Morar de favor. Morar na residência de alguém sem pagar aluguel.
MORTA-FOME - Avarento, guloso, esfomeado, morto de fome, pão duro.
MOSQUITO - Um tipo de busca-pé (artefato pirotécnico) que não explode.
MUCISSA – Carne sem osso.
MUCUNZÁ - Mungunzá. Canjica. Chá-de-burro. Mingau de milho branco cozido com leite de coco ou de vaca, temperado com sal e açúcar.
MUITCHO - Muito.
MULHER-DAMA - Prostituta.
MULHER-MACHO - Lésbica ou mulher que age com firmeza.
MUNDICA - Gente pobre, plebe rude.
MUNGANGA – Careta feia
MUNGUNZÁ - Canjica. Mingau de milho branco cozido com leite de coco ou de vaca, temperado com sal e açúcar.
MURIÇOCA - Mosquito, pernilongo.
MUTUCA – Mosquito grande

N
NA LONA -  Em situação difícil. Sem dinheiro.
NA MARRA  -  Contra a vontade.
NA TORA  - À força, na valentia.
NA VERA - Prá valer (a aposta, o jogo, agora é na vera)
NÃO DÁ UM PREGO NUMA BARRA DE SABÃO - Não faz nada, e um preguiçoso.
NÃO SE MISTURE - Diz o baiano quando alguém  pisa em uma tulha de merda.
NÃO SEI O QUE E O QUE MAIS! -  E outras coisas mais.
NÃO VALE O QUE O GATO ENTERRA - Imprestável, (esse cara não vale o que o gato enterra).
NAS BIMBOCAS  - Bem longe.
NAS BRENHAS – Bem longe
NAS CARREIRAS -  Às pressas.
NÊ -  Letra N.
NEGOÇA - Palavra usada para referir-se a algo que você não lembra ou desconhece o nome.
NEM SANTO ANTONHO COM GUANCHO - A coisa está difícil
NEM XITE! - Nem te ligo! Nem te dou atenção!
NERA? - Não era? Expressão utilizada no fim da frase pedindo confirmação do que foi dito.
NESTANTE - Neste instante. Agora a pouco. Daqui a pouco.
NODA - Nódoa. Mancha. Substância que mancha ou suja.
NOS CAFUNDOS DO JUDA – Bem longe, na caixa prego.
NUM FRESQUE NAO! - Pare com essa brincadeira!
NUM SABE? - Não sabe? Expressão utilizada no fim da frase pedindo confirmação do que foi dito.
O
Ô PÊGA - Ô porra, expressão de espanto, admiração.
O ROTO FALANDO DO ESFARRAPADO - Um indivíduo que fala mal de outro, estando nas mesmas condições.
O SUJO FALANDO DO MAL LAVADO - Um indivíduo que fala mal de outro, estando nas mesmas condições.
OBRAR - Defecar, evacuar.
OFENDER- Ferir, estragar, lesar, machucar, prejudicar.
OI (ÓI) - Olhe
OI DA GOIABA - Ânus.
OI ELA! - Oi ela! (ói) Saudação afetuosa, típica de Sergipe.
OI ELE ! - Saudação afetuosa, típica de Sergipe.
OITÃO - Parede lateral de uma casa, erguida sobre a linha divisória do lote.
OITCHO - Oito.
OITEIRO - Quintal.
OLHAR O CAROÇO DOS OLHOS - Olhar dentro dos olhos.  Conhecer bem a pessoa.
ONDE O VENTO FAZ A CURVA – Bem longe
OS ANOS - Aniversário.
OVEIRO BAIXO - Pessoa que tem a bunda baixa (arriada).
OXE (Ô) - Oxente.
OXENTE - Expressão usada quando a pessoa sente espanto ou surpresa.
ÔXENTE - O mesmo que "EPA!”, expressão de espanto.
P
PÁ - Osso Omoplata.
PACAIO -  1. Cigarro de palha.   2. Maconha.
PAÇOCA -  Farofa feita com carne do sol ou carne-seca.
PAGAR AOS PEDAÇOS -  Pagar em parcelas.
PAGAR NA VALSA -  Pagar aos poucos, em parcelas.
PAI D'EGUA -  Porreta, legal, bacana.
PAIA Paia (pá) -  Ruim.
PAINHO -  Pai.
PAJEAR -  Vigiar, tomar conta de alguém.
PALMA - 1. Uma mão cheia de bananas, geralmente de 10 a 12 frutas.     2. Planta usada para alimentar o gado.
PANÇA - Abdome, barriga.
PANO BRANCO - Mancha branca na pele.
PÃO CILINDRO - Pão sovado (de massa fina, muito batida).
PÃO CUIUDO - (cuiúdo) -  Pão adormecido, do dia anterior, murcho.
PÃO JACÓ -  Pão francês.
PÃO SOVADO -  Pão de massa fina.
PAPA -  Mingau para criança.
PAPANGÚ - Bicho parente do lobisomem que ninguém nunca viu e se usava para assustar as crianças ("vá dormir por que se não o PAPANGÚ vem te comer");
PAPA-VENTO - Lagarto pequeno que vive na madeira.
PAPEIRA - Caxumba.
PAPEL DE ENROLAR PREGO - Pessoa grosseira.
PAPOCAR Pipocar. Fazer ruído de estouro ou estrondo.
PAPOCO (PÔ)  -  Pipoco, estrondo, ruído de estouro.
PAPÔCO -   Estouro
PARANGOLÉ – Coisa ou objeto sem jeito, estrupício.
PARA O ANO - No próximo ano.
PARA O MÊS - No próximo mês.
PASSADO - Estragado, fora da validade, vencido.
PASSAR UMA SALIVA - Mentir.
PASSA-RAIVA - Mamão.
PASTINHA - Franja.
PASTORAR - Vigiar, tomar conta.
PATETÊ - Melação ocorrida depois de uma festa, enxurrada.
PAU-DA-VENTA  -   Parte dura do nariz. Nariz grande.
PÉ DE PAU -  Árvore.
PÉ DE PLANTA - Arbusto.
PEBA (É) -  De baixa qualidade, mal feito.
PEBADO – Lascado, fudido.
PECA (Ê) - 1. Mulher estéril.       2. Fruta que nasce com defeito.   Cuca.
PÉ-DE-MOLEQUE - Guloseima feita com massa de puba (mandioca) enrolada em folha de bananeira.
PÉ-DE-SERRA - Forró autêntico.
PEDIR PENICO - Desistir.
PEDRA 90 – Coisa excepcional, muito boa, cara legal.
PÉ-DURO - 1. Pessoa sem habilidade para dançar.      2. Cão sem raça definida, vira-lata.
PÊGA (ê) - Palavra usada quando a pessoa se espanta, tem uma surpresa ou uma dificuldade.    Ex. Oh pega!
PEGADO - Colado, junto, preso, próximo, vizinho, unido.
PEGAR NO TOMBO - Empurrar o carro para ele funcionar.
PEGAR O BECO - Ir embora.
PEGAR O CAMINHO DA ROÇA - Ir embora.
PEGAR UM VENTO - Sofrer uma hemorragia cerebral. Derrame.
PEGAR UMA APOSTA - Fazer uma aposta.
PEGAR UMAS CARNES - Engordar.
PEIA - Algo árduo, complexo, difícil.
PEIDO-DE-VELHA - Um tipo de artefato pirotécnico usado nas festas juninas.
PEITAR - Desafiar, enfrentar.
PEITICA - Amolação
PELAR - Descascar, tirar a pele ou a casca.
PELEJAR - Batalhar, combater, defender, forçar, insistir, lutar, sustentar, teimar.
PELEJAR - Tentar exaustivamente.
PENCA - Conjunto de coisas, punhado.
PENSO - Inclinado. Torto.
PERE - Espere, pare.
PEREBA - Ferida
PESTE - Coisa ruim.
PETROLHEIRO - Petroleiro
PICADO - Sarapatel, comida feita com miúdos de boi ou carneiro.
PIÇARRA - Cascalho. Terra misturada com areia e pedras.
PIEGUENTO - Pessoa ou criança que aborrece, de tanto pedir ou reclamar.
PILOMBETA - Palombeta. Manjuba. Um tipo de peixe pequeno.
PIMBADA - Trepada.
PINAR - Rotar, tirar sarro.
PINCENÊ - Óculos.
PINDAÍBA – Liso, sem dinheiro.
PINGONGO - Beirada, final.
PINGUELA - Ponte pequena ou improvisada.
PINICAR - Causar coceira, espetar.
PINOTE – Salto pequeno
PINTA - Pinto, pênis.
PINTA-BRAVA - Pessoa de conduta reprovável.
PIOLA - Ponta de cigarro, guimba, goia, segunda.
PIPÔCO – Estouro
PIRATINHA – Garrafa pequena de Rum Montila.
PIRIGUETE - mulher divertida que fica com muitos homens.
PIROBO - Viado, fresco, gay.
PISA - Espancamento, surra.
PISA - MANSO - Pessoa que pisa ou age com cuidado.
PISTOLÃO - Um tipo de artefato pirotécnico.
PITEU - Mulher jovem e bonita.
PITOCA - Pênis, pau,  rola, pomba.
PITOCO – Botão (controle) de equipamento (rádio, TV, etc.).
PITU - Um tipo de busca-pé (artefato pirotécnico).
PIXOTOTINHO – Bem pequenininho.
POCAR - Estourar, pipocar.
POMBA - Pênis,  rola, pau.
POMBA LESA - Alguém desligado.
POR HORA - Por enquanto.
POR VIDA - Constantemente, sempre.
PRA DANAR - Muito, grande quantidade.
PRA PESTE - Muito, grande quantidade.  Ex.: Ele gosta de pinga pra peste.
PRAIO - Grifa. Ferramenta usada para manusear canos com rosca.
PRECISÃO - Necessidade.
PRENHA - Prenhe,  grávida.
PRESEPADA - Palhaçada.
PRESEPEIRA - Pessoa saliente.
PRESEPEIO - Espalhafatoso,  escandaloso.
PRIMO CARNAL - Primo de primeiro grau.
PRIQUITO - Vagina.
PRISIACA – Pessoa insistente.
PUBA - Massa de mandioca fermentada. Polvilho azedo.
PUXAR DA PERNA - Mancar ou ter problema físico.
Q
QUARAR - Ensaboar roupa esfregando-a bastante e colocá-la ao sol.
QUARTINHA – Jarra de água (geralmente feita de barro).
QUARTOS - Cadeiras, quadris.
QUE NEM UM TRAQUE  – Ligeiro.
QUE SÓ A PESTE - Demais, grande quantidade. Muito. Ex. : “Lá tem gente que só a peste!”.
QUEBRA-QUEIXO - Puxa-puxa. Cocada que gruda nos dentes.
QUEBRAR A TRIPA GAITEIRA - Gargalhar sem controle.
QUEIJO COALHO - Queijo feito de forma artesanal.
QUEIMA RAPARIGAL! - Grito de guerra, incentivo p/ as meninas agitarem.
QUEIRO - Dente siso, dente do juízo.
QUEM COM PORCOS SE MISTURA FARELO COME! – Expressão usada para dizer que a pessoa adquire os hábitos daqueles com quem anda.
QUEM GABA O SAPO É A JIA! - Pessoa que se elogia ou elogia a um dos seus.
QUENGA - Prostituta, rapariga.
QUENGO – Cabeça, crânio.
QUENTURA - Calor.

R
RACHA  - Pelada, jogo de futebol.
RACHADA  - Forma com que os baitolas se referem as mulheres, com uma boa dose de despeito.
RADIE - Baldrame. Viga de concreto que serve de base para paredes.
RAJADA - Seqüência gases exalados pelo ânus.
RAMPA - Meretrício. Zona.
RAMPEAR - Freqüentar a zona de prostituição.
RAMPEIRA - Prostituta, vagabunda.
RANGER - (rangêr)  -  Produzir ruído por atrito entre partes duras. Ex. A cama está rangendo.
RAPAPÉ - Confusão
RAPARIGA - Amante, meretriz, prostituta.
RAPAZ - Palavra utilizada para dirigir-se a um homem ou a uma mulher.
RATA - Gafe.
RATAR - Errar, falhar.
RÊ - Letra R.
REBENQUE - Chicote pequeno.
REBOLAR NO MATO - Jogar fora, atirar.
REBORREIA - Resto, coisa que não presta.
REDE-DE-ARRASTO   -  Mulher que se relaciona com muitos homens.
REGRA - Menstruação.
REIMOSO - Carregado. "Priquito e bom,  mas e reimoso".
REISADO - Dança típica do período natalino em homenagem ao nascimento de Jesus.
RELAR -  Ralar. Tocar de leve em algo ou alguém.
RELAR A FIVELA - (é)   -  Dançar forró agarrado.
REMANCHAR   -  Andar devagar, atrasar, demorar, tardar.
REMELA - Secreção ocular.
REMELEIXO - Requebrado
RENCA - Grupo de pessoas.
RENTE - Junto.
REPARE! - Olha só! Veja só!
RESGUARDO - Período de repouso após o parto ou uma doença.
RESPEITE! - Expressão usada quando uma coisa e muito boa. "Respeite a festa de ontem".
RESSONAR - Roncar.
RÉSTIA - Sombra.
RIBA -  Acima. Cima. Em cima de.
RIO CHEIO - Pessoa que ocupa muito espaço.
RIRRI - Mesmo que fechicler, ziper.
RISCA-FACA - Bar ou baile onde sempre acontecem brigas.
ROÇAR - Passar junto, tocar de leve; resvalar.
RODAGE – Estada boa (normalmente asfaltada)
RODILHA   -  Espiral de pano para assentar a carga na cabeça.
ROJÃO - Peido barulhento.
ROLA - Pênis, pau, cacête.
ROLETE - Pedaço de cana descascada.
RONCHA – Marca de pancada
ROTO - Esfarrapado. Maltrapilho. Rasgado.
ROUBADINHA   -  Manobra irregular no trânsito.
RUA DE -   É comum o uso da preposição "de" depois de "Rua". Ex. "Rua de São João" em vez de "Rua São João".
RUGI, RUGI – Confusão, aperto (“Na entrada do estádio estava o maior rugi rugi”)
RUMA   -  Grande porção, muito, um monte, uma pilha de coisas.
RUMAR  - Arremessar, atirar, jogar.
S
SABACU - Surra.
SABUGO - Flor do sabugueiro usada para fazer remédio caseiro contra a febre.
SACOLEJAR - Agitar, balançar, rebolar, sacudir.
SACUDIR - Descartar, jogar fora.
SALIENTE – Atrevido.
SALITRE - Sal do mar.
SALSEIRO  -  Confusão.
SALTO SOLTO – Salto mortal.
SALVA - Bandeja pequena e redonda.
SAMANGO - Soldado raso.
SANGRAR - Transbordar água do açude ou tanque.
SAPECAR - Chamuscar, queimar, tostar, torrar.
SAPO ARROCHADO – Pessoa com tórax avantajado (gordo) e as pernas finas.
SARAPATEL - Comida preparada com muito molho e miúdos (bofe, coração, fígado, rim, sangue e tripas) de porco.
SAROLHO  -  Um tipo de beiju (biju) salgado, seco e solto.
SARRABULHO  –  Amasso, Porrada.
SARRABULHO -  Comida preparada com muito molho e miúdos (bofe, coração, fígado, rim, sangue e tripas) de carneiro.
SARRAR – Dar uma amasso
SARUÊ  -  Gambá.
SE ACABAR - Morrer, perecer. Destruir-se, esgotar-se, exaurir-se, matar-se.
SE AMARRAR - Demorar, dificultar.
SE AVIAR - Apressar-se.
SE BATER - Ter dificuldade para fazer algo.
SE FAZER - Fingir.
SE LASCAR - Arrebentar-se, dar-se mal, ferrar-se, machucar-se, prejudicar-se.
SE LENHAR - Lanhar-se, machucar-se, dar-se mal.
SE ORIENTE! - Corrija-se. Tome jeito.
SE PERDER - Engravidar solteira. Tornar-se prostituta.
SE RESPEITE! - Tome vergonha!
SE SERVIR - Usar
SEBITE - Criança ativa, esperta, inquieta.
SEBOSO - Imundo, porco, sujo.
SECURA - Ansiedade, desejo intenso.
SEIXO – Pedra redonda
SEM FUTURO - Mau negócio, pessoa despreparada.
SENTIDO - Aborrecido, magoado, melindrado, ofendido, triste.
SENTINELA - Velório.
SEQUILHO - Bolacha de goma. Biscoito feito com polvilho.
SER SERVIR DE ALGUÉM -   1. Explorar alguém.    2. Estuprar.
SI - Letra S.
SIBITE BALEADO - Pessoa miúda ("sibite" e um pequeno pássaro).
SINAL VERMELHO - Menstruação.
SÓ O BURACO E A CATINGA - Pessoa desmilinguida. "Ele pegou uma gripe tá que e só o buraco e a catinga”.
SÓ O MI - Diz-se de alguma coisa muito boa.
SOCORRO  -  Pneu reserva. Pneu sobressalente.
SOPA - Ônibus.
SOSSEGAR O FACHO  -  Acalmar-se. Ficar quieto.
SULISTA  -  Quem nasce ou habita o Sudeste ou o Sul do Brasil.
SUMIE - Sumilher (ê). Sofá.
SUPETÃO – De repente
SUSTANÇA - Energia dos alimentos. "Rapadura tem sustância".
T
TÁ CA PESTE – Eita porra, Tá danado.
TÁ COM A BEXIGA - Está agitado ou irritado.
TÁ COM A GOTA-SERENA - Está agitado ou irritado.
TÁ COM A MOLÉSTIA - Está agitado ou irritado.
TÁ COM A PESTE - Está agitado ou irritado.
TÁ DE FOGO – Embriagado, melado.
TÁ DE MATAR O GUARDA – Tá legal, gostoso (“Essa comida tá de matar o guarda”)
TÁ DE ROSCA - Coisa difícil, demorada.
TABACO - Genital feminino (buceta)
TABARÉU - Homem tímido ou de hábitos rústicos.
TABAROA - Mulher tímida ou de hábitos rústicos.
TABICA – Pão tipo bengala
TABOCA -   1.Bambu.   2. Decepção, negativa, recusa.
TABORETE DE FORRÓ – Cara baixinho
TAIEIRA - Manifestação folclórica que mescla catolicismo com crenças afro-brasileiras.
TALAGADA - Porção de bebida que se toma de uma vez.
TALISCA - Grade da cama que sustenta o colchão.
TAMBORETE - Banco de madeira bem pequeno e baixo.
TAMBORETE-DE-CABARÉ -  Pessoa de baixa estatura.
TAMBORETE-DE-PUTA - Pessoa de baixa estatura.
TAMPO - Pedaço de pele cortada ou quase solta do corpo.
TANGER - (tanjêr) 1. Espantar, expulsar.   2. Dar impulso.
TANQUE - Caixa d’água. Buraco cavado no chão para estocar água.
TAPEAR - Enganar.
TARECO - Mentirinha. Biscoito redondo (3 cm) feito com farinha de trigo, açúcar, ovos e baunilha.
TAREFA - Unidade de área. Em Sergipe equivale a 3.052 metros quadrados.
TARIMBA - Cama desconfortável, rude, simples, feita com varas.
TEIÚ - Pequeno lagarto verde, com manchas negras.
TEM É ZÉ - E muito difícil. "Tu ganhar de mim na sinuca?” Tem É ZÉ.
TEMPO DO RONCA Tempo antigo.
TER CABEÇA-DE-ANJO -   Ter problema sem solução devido à presença de um fantasma de criança.
TERMO - Área, cidade, distrito, região.
TERREIRO - Quintal de fazenda ou sítio.
TESAR - Teimar.
TESTE - Exame ou prova escolar.
TIBUNGAR – Dar megulho
TIQUIM – Coisa pouca
TIRAR A HONRA - Deflorar. Desvirginar.
TIRAR O COURO - Explorar ou maltratar ou alguém.
TIRINÊTE - Movimentação, ocupação, sobre carregado (Fulano está no maior tirinête)
TITELA - Peito.
TOBA - Ânus.
TOCAR A BOMBA - Falar mal de alguém.
TOCO DE AMARRAR JEGUE - Pessoa de baixa estatura.
TOLETE - Cocô em forma cilíndrica.
TOLOQUINHO - Cocô em forma cilíndrica.
TOMAR PRUMO - Se corrigir, se corrigir.
TOMAR TENÊNCIA - Tomar jeito.
TOPAR - Tropeçar. Tocar ou chocar-se com algo ou alguém.
TORAR - Arrebentar, despedaçar, estourar, explodir, quebrar com força, romper.
TORRADO -  1. Rapé, tabaco em pó para cheirar.      2. Cheiro das partes íntimas de alguém.
TOTOTÓ -  Barco pequeno, catraia. Tem este nome devido ao barulho do motor.
TOUREJAR - Tourear. Namorar. Paquerar.
TRAMELA - Pedaço de madeira que gira ao redor de um prego. É usada para fechar janelas, portas e portões em casa humildes ou rurais.
TRANCILIM – Corrente com pingente, Volta.
TRAQUE - Peido
TRAQUE DE BEBÉ (BÉBÉ) - Palito com um pouco de pólvora na ponta, usado nas festas juninas.
TRAQUE DE MASSA - Estalo. Papel enrolado com areia e pólvora que dá um leve estouro quando jogado ao chão.
TRATANTE – Diz-se daquele que não cumpre compromisso
TRECHO - Quarteirão.
TRISCAR - Tocar.
TRONCHO - Desalinhado, torto.
TROPA - Grande quantidade de filhos ou pessoas.
TU LA CHUPA PICA! - Você não e de nada!
TUDO JOIA  – Tudo bem
TUIA - Tulha. Monte de fezes.
U
ÚLTIMO TIRO NA MACACA - Diz-se de uma mulher que completou 30 anos e não casou.
URUPEMBA - Arupemba. Peneira.
USURA - Ambição, avareza
V
VAI SAIR – Diz vou chegar
VARÃO - Estrado, lastro. Grade de madeira onde se assenta o colchão.
VARAPAU - Homem alto.
VAREITE  - Similar a "Arre équa"
VARIANTE - Estrada alternativa, secundária.
VEIO - Velho. Amigo, camarada, colega.
VELATÓRIO - Velório. Sentinela
VELHACO - Caloteiro, devedor, malandro.
VENTA - Nariz.
VERDOSO - Fruto que não está bem maduro.
VERMINOSO - Fominha (futebol).
VEXADO - Apressado.
VIÇAR - Mulher ou animal no cio, com tesão.
VIGIE - Procure.
VIRCHE - Vige. Virge. Virgem Maria. Expressão de espanto, surpresa.
VISAGE - Fantasma, aparição.
VISAGEM - Assombração, fantasma.
VIU - Entendi. Está certo. O.k. 2. Entendeu? Ouviu?
VIXE! - Virgem Maria.
VOINHA (VÓÍNHA) - Avó.
VOINHO (VÔÍNHO) - Avô.
VOLTA – Corrente com pingente, trancilim
VÔTE - Mesmo que "ARRE ÉGUA",
VOTE! (Ô) - Interjeição usada expressar espanto, repulsa, surpresa.

X
XELELÉU – Puxa saco
XEPEIRO - 1. Indivíduo que vive pedindo as coisas.     2. Que vive recursos alheios.    3 Que vai aos locais sem ser convidado.
XERECA - Genital feminino, (buceta)
XERÉM - Resíduo do milho que, após pilado e peneirado, permanece na peneira. É servido para as galinhas.
XEXEIRO - (xêi)  -  Caloteiro. Mal pagador.
XEXÉU -  Indivíduo com o cabelo arrepiado.
XEXO - (ê)  - Seixo. Calotear. Não pagar a prostituta.
XIBIU – (bí) -  Vagina.
XIBIU DE APITO - Objeto ou pessoa que faz muito barulho.
XIMÃO - Indivíduo que olha demais para a comida de outra pessoa ou para quem está comendo.
XIMAR - Olhar demais para a comida de outra pessoa ou para quem está comendo.
XIMONA - Mulher que olha demais para a comida de outra pessoa ou para quem está comendo.
XOTAR - enxotar, expulsar, mandar embora.
XÔXO - Franzino, miúdo.
XOXOTA – Mesmo que xereca (Buceta).
XUMBREGAR - Trocar carícias íntimas. "Se amassar".
Y
YPICILONE - (ô)  - Letra Y.
Z
ZABUMBA - Dança folclórica acompanhada por tocadores de pífanos e zabumba.
ZAMBETA - De pernas tortas. Com as coxas e joelhos juntos e os pés bastante separados.
ZAROIO - Zarolho. Estrábico, vesgo.
ZERADO – Artigo novo.
ZOADA - Barulho, confusão, gritaria, zumbido.
ZUADENTO - Barulhento.
ZURUÓ - Alguém desligado.