sexta-feira, 27 de abril de 2012

História da Cidade de Taperoá - PB


Grande parte das obras de Suassuna mencionam a cidade ou se passam por ela, como é o caso de "O Santo e a Porca" e o "Casamento suspeitoso". Visto a importância dessa cidade que hoje não tem mais do que 14 mil habitantes no interior da Paraíba, abaixo segue uma visão geral de sua criação e história.


 
Batalhão era seu nome, originado dos ferozes combates que se travaram entre as forças governistas e os rebeldes da Confederação do Equador em 1824.
O povoado teve início nas fazendas de gado que foram implantadas por Francisco Tavares de Melo, pelo capitão Gonçalo Pais, pelo ajudante Gomes Pinto e por Manuel de Farias Castro, por volta de 1865 que surgiram as primeiras casas, marco do povoado.
Uma outra família teve grande importância no desenvolvimento do povoado foi a dos Costa Vilar.
A Lei Provincial nº 829 de 6 de outubro de 1886, criou o distrito e o município de Batalhão, com território desmembrado de São João do Cariri.
A comarca de Taperoá foi criada em 1890. Sua Emancipação Política se deu em 06 de outubro de 1886.
Construção sobre o Rio Taperoá, datada de 1926 no governo João Suassuna, que veio a atender a necessidade do grande fluxo de viajantes que transitava a antiga Estrada Real Travessia dos Quatro Caminhos, solucionando em grande parte a interdição das constantes cheias, no inverno, que o rio Taperoá desbocava no Paraíba.
Construída em arcos é local de lazer para os jovens que buscam a área para piqueniques, lual e outros entretenimentos já que ao seu lado encontra-se o Horto Municipal, onde são desenvolvidas práticas desportivas, servindo como ponto de encontro da nossa sociedade.
Margeando o vale urbano do Rio Taperoá foi construído o Cais que servia para barrar as freqüentes enchentes que outrora invadira as habitações, isso por serem as primeiras ruas muito próximas ao seu leito.
A SEDE DA PREFEITURA :
Foi na administração do prefeito Abdon de Souza Maciel (1935-1939) que foi projetado e edificado o prédio que hoje se encontra instalada a prefeitura, a intenção inicial era para que o mesmo servisse de hotel, entretanto o prefeito seguinte, Irineu Rangel de Farias (1940-1945) o destinou ao poder executivo. Antes desse período o poder executivo funcionava em prédios alugados tendo ainda se instalado enquanto Paço Municipal junto ao legislativo no sobrado em que funciona o atual Centro de Cultura Municipal.
RUA “CHÃ DA BALA” :
A rua “Chã da Bala”, hoje denominada Manuel de Farias Castro, é a primeira do então povoado Batalhão. Nela situa-se o casario de estilo colonial, banhado pelo rio Taperoá no qual se localiza a Ponte Velha.
O topônimo “Chã da Bala” alude ao tiroteio travado em 1912, em Taperoá, no qual enfrentaram-se as forças legalistas e o bando de João Santa Cruz e Franklin Dantas. Estes, revoltados contra o situacionismo oligárquico da Paraíba, lançaram-se em rebeldia pelo Cariri e Sertão.
Invadiram a vila vindo pela estrada que dá acesso a rua. A batalha foi de tal intensidade que, cessado o fogo, restou uma enorme quantidade de cápsulas de balas no chão, levando a população a batizar aquela histórica rua de “Chã da Bala”.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Filme Completo: O Auto da Compadecida


O Auto da Compadecida é um filme brasileiro de 2000, uma comédia dirigida por Guel Arraes, com roteiro dele e de Adriana Falcão. Baseado em obra homônima de Ariano Suassuna, com elementos de O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, ambas do mesmo autor
As aventuras de João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos da pequena cidade em que vivem, até conseguirem através de suas confusões a ira do temido Cangaceiro Severino de Aracaju (Marco Nanini).



Roda Viva entrevista Suassuna

Por Jeff Venturi

Ariano Suassuna é entrevistado pelo programa da Rede Cultura "Roda Viva" a roda é composta por João Soares, Rinaldo Gama, Álvaro de Melo Salmito e Marici Salomão, Antônio Nóbrega e mediada por Cunha Jr.. Nessa entrevista que se inicia com uma rápida biografia do Autor. Ariano diz sobre a influência da família, sua consideração para com a Igreja católica, diz que o pai era líder das forças rurais que perderam contra as forças urbanas em 1930 na PB, ano em que seu pai foi assassinado. Não se esquece de mencionar "Os sertões" de Euclides da Cunha e diz "Não se pode interpretar a historia brasileira sem compreender Canudos". Outros assuntos abordados são "Dom João VI", a arte massifica de exterior e o "Sebastianismo". É interessante perceber sua opinião sobre os diferentes sotaques que o Brasil tem assim como as regiões e cidades que constitui o Brasil. Suassuna menciona "SP é tão importante para o Brasil quanto o Nordeste ou o Rio Grande do Sul", mostrando assim todo respeito pela nação como um todo. Vale a pena assistir.





Abujamra entrevista Suassuna

Por Jão Tucunduva

Antônio Abujamra vai até Recife e entrevista Suassuna em seu programa: Provocações. O nome do programa já diz bastante, e a amizade entre Abujamra e Suassuna é grande, o que faz o ambiente descontraído e os temas abordados, diversos. Ariano Deixa claro sua crença em Deus, diz que hoje é católico e explica o porquê de sua crença: "Dostoiévski disse que se Deus não existe tudo é permitido. Penso que nem tudo é permitido, então Deus existe". Assistam.



Uma aula espetáculo

Por Jeff Venturi

No dia 30 de Abril de 2011 no SESC Vila Mariana, Ariano Suassuna deu uma aula espetáculo. Pessoalmente falando, encarei como uma palestra muito bem dada. De maneira carismática como sempre, Suassuna comentou sobre algumas de suas influências e seus gostos literários. Foi citada a Obra de Calderón de La Barca: A vida é sonho. Um clássico que inspirou Suassuna com sua estrutura e enredo. Ele deixa bem claro como lhe agradam as rimas combinadas, menciona sobre a estrutura das décimas, critica a renovação da dança brasileira a partir de moldes norte-americanizados e mostra o trabalho desenvolvido em Pernambuco com dança que busca as raízes na dança indígena brasileira. Muito emocionante é sua declaração à sua mulher, Zélia, com quem sempre foi casado e com quem sempre há de ser. Aproveitem.


Jô Soares entrevista Suassuna

Por Jeff Venturi

Dividido em duas partes, essa entrevista com Jô Soares aconteceu em Recife, no Pernambuco. Ariano conta histórias de sua vida e fala um pouco de suas obras e inspirações. O mesmo ocorre nos outros três vídeos, entrevista mais recente quando Suassuna completou 80 anos e vários eventos em homenagem ao escritor aconteceram, no eixo Rio-SP e também no Nordeste. Note como as principais histórias são repetidas por Ariano e como elas tem importância em sua obra. Ariano deixa claro o amor pelo Brasil e fala que daqui não sai, caso saísse iria no máximo a Portugal, já que segundo ele "[Portugal] é o único povo sensato na Europa, já que fala português." Bom proveito.



Abaixo, a segunda entrevista dividida em três partes. Ocorreu em 2007, ano em que Suassuna completou 80 anos de idade. A plateia se diverte com a história de Chicó, um rapaz que mentia muito, mas que as pessoas gostavam. Suassuna conta de suas publicações e explica os porquês de não querer deixar a pátria amada. Bom Proveito.






Ariano Suassuna



Sexto ocupante da Cadeira nº 32, eleito em 3 de agosto de 1989, na sucessão de Genolino Amado e recebido em 9 de agosto de 1990 pelo Acadêmico Marcos Vinicios Vilaça.
Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan.
Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.
A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.
Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.
Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.
Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da Boa Preguiça (1960) e A Caseira e a Catarina (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPe. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.
Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPe (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).
Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.
Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte (PE), onde ocorre a cavalgada inspirada noRomance d’A Pedra do Reino, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.
Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte (2000).
Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.

domingo, 15 de abril de 2012

Um processo de leitura

Por Jeff Venturi

Dia 19 de Março de 2012, às 9h da manhã a porta da sala foi fechada para a discussão sobre que textos já foram previamente pensados pela equipe ou quais aqueles que poderiam ser lidos ou levados como sugestão.
Os alunos começaram a chegar de pouco a pouco e foi deixado claro a questão sobre a pontualidade e assiduidade que seriam levadas em contas durante todo o módulo.
Na roda cada um falava sobre as facilidades e dificuldades que tinha em relação ao curso e à atuação. Ao passo que cada um ia falando, descobria-se se gostariam mais de encenar uma comédia ou um drama, um autor brasileiro ou do exterior e qual característica gostaria de explorar durante o processo de montagem. A maioria deixou evidente o gosto pela comédia ou algo onde o corpo poderia ser bem explorado.
Esse contato prévio com os textos durou quatro semanas (4 aulas de 4 horas cada uma, às segundas-feiras pela manhã). Foram lidos em sala textos integrais ou trechos de textos, como as peças Ubu Rei, Vestido de Noiva, A pena e a Lei, A Comédia do Trabalho, entre outros. E ao final da quarta aula com 17 dos 19 alunos, uma votação foi proposta. A maioria optou por textos que fosse de Ariano Suassuna. Comédias escritas por um nordestino, onde a cultura popular nordestina se mostra presente. Agora os atores se preparam para uma bateria de pesquisas relacionadas ao autor, sua obra e arte nordestina, assim como escolha dos textos que serão mesclados ou adaptados para a encenação.
Suassuna raramente permite que seus textos sejam adaptados de alguma maneira, mas como todo o processo está no âmbito estudantil, com fins didáticos e sem finalidade de lucro, nos será possível trabalhar com seus textos e aprender muito com eles (Artigo 46 da lei 9.610/98)
Talvez a maior dificuldade que encontramos para escolha do texto e que ainda vamos enfrentar de alguma maneira, é a quantidade de personagens inseridos na peça, por isso é necessária alguma adaptação.
O primeiro e próximo passo é essa pesquisa sobre essa região encantadora de nosso Brasil e esse autor do qual temos muito orgulho. Mergulhares de cabeça na cultura e arte do nordeste. Vamos lá.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quem somos nós?

Por Jeff Venturi

Somos um grupo de 19 estudantes de teatro, cada um com suas metas pessoais, porém trabalhando juntos por um objetivo comum. Estudamos juntos desde Fevereiro de 2011, no SENAC-SP na unidade Lapa Scipião. No geral enfrentamos lutas contra o sono pesado da manhã e trabalhamos para ter uma formação profissional na área que nos interessa muito, a atuação.
Como mencionado o curso já começou há mais de um ano e nesse meio tempo passamos por aulas de História do Teatro, Expressão Corporal, Expressão Vocal, Maquiagem Teatral e é claro, Interpretação. Esse foi o nosso primeiro bloco de estudos que finalizamos com uma apresentação de cenas de textos clássicos no teatro [foto abaixo]. Agora em um segundo momento, estamos a estudar "Gestão Empreendedora em Arte" e o módulo de "Montagem". Tal módulo nos proporcionará a vivência de um processo de montagem teatral com apresentações abertas ao público no final desse processo. Com o intuito de registrar esse caminho a ser percorrido, foi criado o blog. Aqui colocaremos sobre o processo de escolha do autor e texto, pesquisa, ensaios e entre outras coisas relativas a concepção do espetáculo teatral.
As aulas de montagem já começaram há um mês e o grupo em si optou por levar aos palcos a cultura nordestina que é tão forte e marcante em nosso país. Mas sobre essa escolha falaremos mais tarde. Ao longo do blog deixaremos mais claro sobre nossos objetivos em andamento e concluídos, assim como mais sobre quem somos. Esteja à vontade para conversar conosco e... Muita merda para todos nós.